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sábado, 22 de julho de 2017

Sapiens - todos têm que ler

O autor do Livro deu uma ótima entrevista a Pedro Bial.
Preciso ler o segundo dele!!

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Na contracapa do livro que acabei de ler, uma das frases dizia....
“Este livro fascinante não pode ser resumido...você simplesmente terá que lê-lo”

Concordo totalmente! Vou fazer o possível para que meus filhos leiam!!
Mas preciso falar um pouco!! Ainda que umas poucas dezenas leiam o post e umas poucas unidades o comentem. Ao menos terei cumprido meu papel.
Trata-se de Sapiens – Uma Breve História da Humanidade, do historiador  israelense


Yuval Noah Harari, tão jovem e tão brilhante, em suas pesquisas e suas traduções para as páginas do livro.
Sim, é uma história, mas com poucos dados, nomes e datas. Apenas o faz quando é absolutamente necessário. Creio que pouco mais de uma centena de nomes foram mencionados, datas, menos que isso. O que importa é o que está por trás da coisa toda.
A Cronologia ele resume logo de cara, em duas páginas que abrem o livro, e algumas vezes eu as consultei para me localizar. Identifica a Revolução Cognitiva, a Revolução Agrícola e a Revolução Científica, a primeira que começa com o começo da história do Homo Sapiens (gênero Homo - espécie Sapiens), há 70 mil anos, a segunda que começa há 12 mil anos, a última que começa em 1500. Revolução Industrial? Sim, ele a reconhece, mas como nada mais que um capítulo da Científica, para ele muito mais importante.
Na Cognitiva, ele identifica como viviam os caçadores-coletores, como diz o nome, caçavam animais e coletavam da natureza o que necessitavam, mais individualmente ou em pequenos grupos. Interessante ele observar que talvez aqueles nossos ancestrais  fossem mais felizes que nós, embora vivessem muito menos.... O capítulo em que fala disso, ele chamou ‘Um Dia na Vida de Adão e Eva’. Interessante ele referir-se a fatos bíblicos apenas no nome do capítulo, sem mencionar uma vez sequer os ditos cujos no desenrolar da escrita. Assim ele também fez com ‘A Inundação’... pensa que ele falou em Noé, ou sua arca? Não, na verdade ele cita o poder destruidor de espécies que nós desenvolvemos desde priscas eras. Era o Sapiens chegar num novo lugar para que as espécies nativas desaparecessem em poucos milênios, ou mesmo séculos... um tiquinho de tempo só.
A Agrícola começou quando além de coletar plantas e animais eles os domesticavam, tanto os últimos quanto as primeiras. E começaram a organizar-se em grupos maiores, e começaram a aparecer hierarquias, propriedades, reinos e depois impérios. É nessa parte em que se destaca o estilo do escritor, quando ele pega um assunto e o disseca através dos tempos, desde sua origem. Fez assim com o dinheiro, com a escrita, com a religião (no mais amplo conceito – nazismo seria uma delas) com os impérios em si... sempre amarrando com a situação contemporânea. Como aprendi com este livro!
Na Científica, ele define como fundamental “A Descoberta da Ignorância”, que fez com que desbravadores saíssem pelos Oceanos em busca de conhecimento, bem verdade que estimulados por necessidades expansionistas dos impérios, mas sempre embarcando em suas naus engenheiros, cientistas, médicos que foram descobrindo as maravilhas do mundo moderno, e claro, como sempre dizimando as populações que encontrava pelo caminho em sua busca...

Numa parte final ele especula o que a ciência ainda tem por descobrir, e chama o capítulo de ‘O Fim do Homo Sapiens’ uau! O que virá por aí, especialmente depois que vemos o mais recente capítulo de Terminator.

Em posts separados irei detalhando um que outro descobrimento que fiz com a leitura... isto é, se houver algum interesse da parte de meus queridos e pouquíssimos correligionários..

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Já foi tarde!

Eu costumava fazer versos ao final de cada ano.
Teve ano que foram 100 estrofes!
Depois, desanimei!
Em 2007, foi neste post.
http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2007/12/o-natal-e-o-ano-novo.html
No 2º verso, o tal 'ministro que não foi sério' era Marco Aurélio Garcia, que morreu ontem..
Não deixou nenhuma saudade.. mentor da desastrosa política externa de Lula, apoiador do bolivarianismo escroto e do Iran de Ahmadinejad...
Já foi tarde... depois de muito estrago por aqui!!! Homero Sem Qualquer Saudade Ventura

terça-feira, 18 de julho de 2017

Baby Driver - o melhor filme de 2017 - até agora

Quando eu pensava que ia passar o domingo pensando e concentrado na estréia da nova temporada de Guerra dos Tronos, acaba que acabei assistindo, graças a uma indicação de Felipe, ao melhor filme deste ano, em minha singela opinião...

Trata-se de 'Em Ritmo de Fuga', original 'Baby Driver', sim "bi-ei-bi-uai beibi" que é como o astro principal se apresenta, quando o interlocutor pergunta 'Baby?'.

Quem não gosta de spolier, pule os parágrafos em vermelho itálico!
Baby é um piloto de fuga (getaway driver) geninho em tudo, mas principalmente atrás de um voltante, quando se transforma num demônio! Sua habilidade é usada por um mangangão do crime, que planeja os assaltos a bancos (principalmente) e contrata sempre uma quadrilha diferente, mas sempre Baby pra tirar os ladrões da cena. Baby paga uma dívida ao chefão, por ter roubado um carro que não devia, quando era pré-adolescente (sim, Baby era um ladrão de carros), e se comprometeu a liderar um certo número de fugas.
Garoto problema, ele é super calado (só que quando fala, arrasa!), ele mora com um pai adotivo (foster parent) que está velho, surdo e vive em cadeira-de-rodas. Na verdade, é ele quem cuida do pai. Ótimos momentos entre os dois!!!

Ansel Elgort, pra quem não reconheceu na foto, é o irmão da Divergente e o namorado da culpada das estrelas. Kevin Spacey é o mangangão, dando um tempo em sua temporada como chefe do Castelo de Cartas, que lhe rendeu ainda mais fama e fortuna. Outros dois 'famosos' que apostaram nessa incursão do jovem diretor Edgard Wright, são John 'Mad Man' Hamm e Jamie Foxx, um dos queridinhos de Tarantino (junto com John Travolta, Samuel L. Jackson, Cristoph Waltz, Harvey Keitel, Uma Thurman, Michal Madsen, etc..).

Não foi à toa que eu falei de Tarantino!

Edgard Wright é, claramente, seu discípulo. É evidente a semelhança, e por que não, a homenagem a "Cães de Aluguel" neste novo filme. O ritmo, os planos, os diálogos, os personagens marcantes, característicos de Tarantino, está tudo lá. Só não está lá o recurso de inversão da história, que Tarantino adora usar, mostrando o fim para depois contar como foi o começo.

Entretanto está lá também a música! Que trilha sonora excepcional!! E não contei, mas deve ter mais de 50 trechos de música no filme. É parte essencial do enredo, já que Baby está permanentemente conectado a um I-Pod (vários sempre com ele) e ele comanda seus movimentos com o ritmo da canções que está ouvindo. Sensacional!! 


De AR-RE-PI-AR !!
(pra quem quer recordar separação silábica...)

Dentre os muitos que reconheci, estão Barry White, Focus, R.E.M, Blurr, Queen, James Brown, Beach Boys e ..... quando eu ouvi uma delas, não resisti e gritei "Nossa!" e comecei a acompanhar num 'air piano', para sorriso inicial e posterior desespero de filhos e Neusa. Trata-se de Unsquare Dance, de Dave Brubeck, sim o fantástico white jazz-man, que morreu há uns poucos anos, já com 90 anos, mas tem seu álbum Time Out entre as listas de Top Ten de muita gente entendida. Unsquare Dance fez parte de um outro LP. Ouçam aqui: https://www.youtube.com/watch?v=IA0HXOdCBgo. Não ouvia a canção há décadas, e não resisti à emoção.

Finalizando, 



Homerinho 
aplaude de pé!!!




segunda-feira, 17 de julho de 2017

Chegou a 7ª temporada de Game of Thrones!!!

Há dez meses, eu estava na metade do mundo que ouvia falar de Game of Thrones

Em dois meses, assisti às seis temporadas, no Now da Net, e passei para a outra metade, que anseia pela nova temporada, QUE COMEÇOU!!! 


Foi ontem
16 de julho de 2017!!!

Hoje já li os 5 livros, venci uma batalha de 5000 páginas.

Que espetáculo!


Lutas, duelos, batalhas, traições, conspirações, expiações, ressurreições, planos,
degolamentos, prisões, torturas, esfolamentos, enforcamentos, cremações
deuses, reis, rainhas, príncipes, lordes, cavaleiros, escudeiros, selos, bandeiras,
guerreiros, meysters, septons, vigilantes, selvagens, fanáticos, imortais,
romance, honra, negociação, alianças, sexo, sangue, fogo, devoção,
cavalos, lobos, dragões, zumbis, gigantes, wargs, corvos, águias, elefantes,
eunucos, prostitutas, cafetões, anões, bastardos, mercenários, babás,  
armaduras, facas, capas, espadas, lanças, bestas, vinhos, venenos, poções,  
mares, muralhas, palácios, castelos, navios, calabouços, tendas, cavernas,
nascimentos, casamentos, funerais, casas, famílias, dinastias, reinos,
starks, targaryens, lannisters, mormonts, freys, boltons, martels,
baratheons, greyjoys, tullys, arryns, dothrakis, tarlys, payne, grey worm,
davos, jon, daenerys, cersei, tyrion, jamie, eddard, robb, catelyn, daario, 
joffrey, arya, bran, hodor, brienne, podrick, sandor, gregor, ramsay, loras,
tywin, melissander, stannis, sansa, shae, theon, jorah, renly, lysa, osha, bronn,
khal, tommen, missandei, sam, gillie, kahl, benjen, oberyn, varys, robin,
arianne, alaine, janos, jojen, barristan, margery, meera, euron,
baelon, aeron, deric, victarion, ilyn, jaqen, hot pie, victarion,
moon tea, milk of the poppy, wildfire, tears of Lys, widows' blood,  
snow, waters, sand, stone, storm, flowers, hill, pyke,
dorne, king's landing, winterfell, riverun, mereen, qarth, braavos, old town, 
volantis, astapor, yunkai, tarth, casterly rock, lys, dragonstone, eire,
white walkers, night watchers, kings' hands, trials by combat, oathkeeper,
father, mother, maiden, crone, warrior, smith, stranger, rhlohr, old, new. 

tudo concatenado, amarrado, resolvido,
cenários, computação, direção, roteiro, interpretações.
fui engolido pela trama, pela qualidade, pelos personagens,
até me imiscuí num deles, abaixo!!





Chegou a 7ª temporada!

quinta-feira, 13 de julho de 2017

CeL - London Rocks

Hoje, no Dia Mundial do Rock. Homenageio
A Cidade do Rock
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Este é um aperitivo do Projeto 
Cel - Caminhar em Londres (link)

Na verdade, antes de começar a descrição de minha peregrinação  londrina, faço uma introdução sobre uma característica da cidade: Londres respira música!! E se não foi o berço do rock'n rol, foi lá que apareceram as melhores bandas de rock de todos os tempos!


O rock nasceu nos Estados Unidos (Bill Halley, rocking around the clock) mas floresceu na Inglaterra. Foi naquela ilha de miserable weather que o ritmo encorpou, amadureceu, virou gente grande, chegando à fase adulta em 1 de julho de 1967.


Os discos de Chuck Berry, Little Richards, Elvis Presley, Fats Domino, Jerry Lee Lewis e Buddy Holly, todos americanos, dentre outros, chegavam pelo Atlântico e desembarcavam em Liverpool, e dali pro resto da Inglaterra. Na cidade portuária do oeste inglês encontraram uma juventude receptiva, ansiosa por aquela coisa nova. Aqueles discos eram tocados à exaustão nas vitrolas dos jovens, ao ponto de causar blisters on the fingers dos tocadores de guitarrra, dentre eles, três nossos conhecidos, chamados George, Paul e John.


Mas eles foram só o começo! E que começo!


Pode contar, lembre-se de uma banda famosa de rock and roll, que eu lhe direi que é Inglesa! Vamos lá, diga? 

Led Zeppelin? Inglesa! 
Pink Floyd?  Inglesa!
The Who?  Inglesa!
Queen?  Inglesa!
Rolling Stones? Inglesa!
Beach Boys? Ah, sim, ufa, UMA americana

Vamos, continue! 

The Police?  Inglesa!
Cream?  Inglesa!
Yes?  Inglesa!
Smiths? Inglesa!
Genesis?  Inglesa!
Cold Play?  Inglesa!

Eagles? Sim, outra americana!
Deep Purple? Inglesa!
Radiohead? Inglesa!
David Bowie? Inglesa!
Black Sabbath? Inglesa!
Sex Pistols Inglesa!
Aerosmith? Sim, outra americana!


The Monkies? Sim, outra americana
mas essa nem pode ser consideradafoi uma jogada de marketing espetacular, 
um espelho dos Beatles, que fez enorme sucesso! 


Quer continuar? Já se convenceu? Claro que eu fui um pouquinho só tendencioso ao escolher, mas não há dúvidas de que a proporção é de no mínimo 4 pra 1 a favor das bandas da ilha!


Não dá pra comparar! E todas elas sem exceção passaram por Londres. Por essas e outras que minha relação com a cidade vem de longe. E por isso que o pano de fundo de minhas caminhadas foi o rock!

Ah, sim, se alguém se perguntou por que eu disse aí em cima, que em 1 de julho de 1967, o rock atingiu a maioridade, é porque naquele dia, o mundo conheceu
Sgt.Peppers Lonely Hearts Club Band 

Abraço 

Homerix Sempre Roqueiro Ventura

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Uma batalha de 5.000 páginas

Terminei! 

A última batalha foi de 960 páginas, completando quase 5.000 que me deleitaram nos últimos 9 meses (com um mês de intervalo, esperando o quinto chegar). 

Valeu cada linha!

O último livro da saga Game of Thrones complementa o penúltimo, com os personagens que faltaram naquele, em que nada vimos de Tyrion e Daenerys. Em ‘A Dance with Dragons’ acontecem muito mais Points of Views deles que dos outros. Jamie, Cersei, Arya, somente voltam lá pela página 600, quando os acontecimentos voltam a ser paralelos.


Mas o que impressiona mesmo são as diferenças em relação à série da HBO. Gente, os produtores da série convenceram o autor a modificar muitas coisas muito importantes, e que por vezes, fizeram-na até mais interessante... nem sei por onde começo ...

Tyrion, por exemplo, em sua escapada rumo às cidades livres, Lord Varys o coloca num navio com uma trupe composta pelo jovem Frog, um Lorde, um maester, uma septa, um cavaleiro. Logo, você vai percebendo que eles são um time. Na verdade, Frog é o príncipe Aegon, que pensávamos ter tido a cabeça esmagada pelo Montanha Gregor Clegane, junto com sua irmã, ambos filhos de Elia Dorne, também eliminada no mesmo ato cruel. Na verdade, o esmagado seria um outro bebê qualquer, coitado.... Aegon fora salvo por Lord Varys, e criado pelo grupo para ser preparado para ser um príncipe de verdade, aprendendo línguas, religião, história, e a como se tornar um cavalheiro. Claro que Tyrion logo descobre que o sapo era um príncipe!! E é nessa viagem que Tyrion cai no mar e é salvo de ser tocado pelos Stonemen, pelo tal Lorde Jon Connington, e não por Jorah Mormont, como na série.

E Tyrion acaba se relacionando com uma outra anã, veja só, uma que vemos na cerimônia de casamento de Jofrey com seu irmão e outros anões. Ela encontra Tyrion já acorrentado por Mormont, num cabaré de Volantis, e tenta matá-lo, em vingança pela decapitação do seu irmão, que fora confundido com o anão Lannister, cuja cabeça fora colocada a prêmio por sua irmã Cersei, lembram-se. Depois, acabam se aproximando, rumo a Mereen, e rola até um beijinho, mais por pena de Tyrion. Eles são realmente escravizados no caminho, e chegam a Mereen, e acabam mesmo se apresentando na arena para Daenerys, ele montado num porco e ela num cachorro. No mesmo dia, logo depois, Drogon, o maior dragão realmente chega, faz uma destruiçãozinha básica e decola, já com Daenerys montada. E isso ocorre ANTES de ela conhecer Tyrion.

E aí veêm as mudanças com Daenerys. O episódio da arena ocorre com ela CASADA com Hizdahr zo Lorak (ou algo assim), um dos mestres de Mereen, que a convenceu a se casar com ela em troca da pacificação com os mascarados Sons of the Harpy, que estavam promovendo uma matança desenfreada. Ao menos até o final do livro, o kingsguard Barristan the Bold Selmy está vivinho Da Silva, e não morre, como na série, tentando salvar Grey Worm, e este último nunca é atacado.... Talvez no livro 6.... Barristan, inclusive, após o voo de Daenerys, desconfia do novo Rei e consegue depô-lo e prendê-lo, e torna-se Queen’s Hand!! Mesmo sem a Queen no castelo...

O livro começa com um personagem que absolutamente não é mencionado na série. Quentin Martel é filho do Príncipe Doran Martel, de Dorne. E ele está em viagem rumo ao leste, com um acordo de casamento com Daenerys. Quando ele chega, Daenerys já está casada, mas o recebe bem e até o leva para conhecer os dois dragões acorrentados. E isso acaba sendo sua desgraça porque depois, ele se junta a uma Companhia de Mercenários, Windblown, e promete resgatar os dragões para mas acaba morrendo na operação e os dragões fogem! Portanto NÃO É TYRION QUEM SOLTA OS DRAGÕES, COMO NA SÉRIE. Quanta invenção!!!

As ocorrências de Castle Black têm algumas diferenças também. Stannis chega lá sem Davos, que segue sozinho buscando alianças para aumentar sua tropa, vários capítulos só com ele. Outro que não chega na Muralha é Tormund Giantsbane, que só chega bem depois, com seus milhares de selvagens, trazido por Val, que vem a ser a cunhada de Mance Ryder.... e este, pasmem, NÃO MORRE NA FOGUEIRA. Melisandre salva o King Beyond the Wall, e engana a todos com feitiço, e ele está vivo, e sai em missão em busca de quem de Arya Stark, que estaria se casando com Ramsey Bolton. Jon realemente morre, mas não pelas mãos de Allistair Thorne e de um garoto que teve seus pais estraçalhados pelos selvagens. Este nem aparece no livro, e o mestre de armas é mandado por Jon Snow pra outro castelo do muralha, bem antes. Jon acaba o livro morto!!!

Você reparou aqui em cima que eu disse que Ramsay se casa com Arya Stark, né? Ué, mas não era Sansa que se casaria com o bastardo Bolton, em casamento arranjado por Littlefinger? Bem, no livro, nada disso acontece e é Arya quem se casa, mas, calma, na verdade, não é a Arya real, e sim Jeyne Poole, numa trama tramada (!) pelos Lannisters, para dar poder a Lord Bolton e atrair alianças com os hostes do Norte. Ufa!!! Aliás, nem Sansa, muito menos Littlefinger dão as caras por aqui.

A família Greyjoy segue tendo mais destaque no livro que no filme, tem vários capítulos com Asha. Reek, nosso velho Theon, segue dominado pelo bastardo, mas também pelo Lord Bolton, que até agora não morreu, como na série, assassinado pelo filho. Ele se junta a Mance Ryder e seis meninas capangas para libertar a falsa Aryada Winterfell de Bolton. E também tem destaque Victarion, seu tio, que segue rumo leste em busca de um casamento com Daenerys e seus dragões... aliás, o quinto livro poderia ser chamado 
‘Quem quer pegar Daenerys?’ 
afinal, veja só, Victarion Greyjoy, Quentin Martell, Aegon Targaryan, Dario Naharis chega às viass de fatoá, mas ela se casa com o tal Hizdar!!! E antes ela tinha Kahl Drogo, e o Jorah Mormont tinha uma quedinha por ela. Ô mulher desejada!!!

O interessante é que ia lendo, ia lendo, ia chegando o fim do livro, e nenhum sinal de batalha com os mortos-vivos, de sacrifício da pobre Shereen, filha de Stanis, nada de Daenerys sendo presa pelos Dothraki no Dosh Kahlen e colocando fogo, acabando com os machos, nada de Batalha dos Bastardos, nada nadinha acontecia, até que de repente, aparece um capítulo chamado ‘Epilogue’ pois é, o livro ia acabar.... e o epilogue foi com Kevan Lannister, o irmão de Tywin, que era agora o King’s Hand de Tommen.... e também é  a última vez que ele aparece ... o livro acaba com ele morto, sabe por quem, por Lord Varys, aquele mesmo, que não aparecia desdo o início da fuga rumo a Mereen.

Ah, Brienne está viva. Aparece num parágrafo e em outra citação!!
         
Ufa, muita coisa diferente, enfim, e muita coisa do Livro 6 já aconteceu na série....
Estou pronto para o próximo domingo!
Que venha a sétima temporada!!! 
Aqui, a resenha das outras 4.000 páginas
http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2017/03/game-of-thrones-feast-for-crows.html

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Rock, Parceria e Poesia

Há 60 anos ocorreu um encontro que iria mudar o mundo
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Muitos, com certeza, já ouviram falar da parceira Lennon/McCartney mesmo não sendo fãs dos Beatles. Responsáveis pela composição por 90% das músicas gravadas pelo grupo, John Lennon e Paul McCartney certamente colocaram seus nomes na lista de TopTen Composers de qualquer especialista em música, incluindo os mais reticentes. Uns poucos exagerados da imprensa especializada da década de 60 diziam que Lennon e McCartney eram os melhores compositores desde Beethoven (!!).
Esta parceria começou graças a um desprendimento de John, claro que associado a uma visão de futuro privilegiada. John, em sua costumeira modéstia, desde pequeno sabia que seria grande. Sempre foi o líder dos grupos em que se metia, para o bem ou para o mal. E líder ele era dos Quarrymen, uma banda de adolescentes ingleses que tocavam rock em variados lugares de Liverpool, inclusive em pátios de igrejas. E foi num pátio de igreja, na tarde de 6 julho de 1957, que ele foi apresentado a Paul por um amigo comum (de nome Ivan Vaughn, a quem nós, amantes dos Beatles, agradecemos imensamente). Paul mostrou na guitarra seu conhecimento sobre o rock americano e também trechos de composições suas. De imediato, John percebeu que estava diante de um igual. Nas 24 horas seguintes, ficou matutando, com seu imensurável ego, o dilema de continuar como estrela solitária, ou deixar seu brilho ser ofuscado pela presença de um outro talento no grupo. Quiseram os deuses do rock que ele optasse pela última, e assim criou-se a semente do sucesso dos Beatles. Depois, Paul trouxe George Harrison e, por último, chegou Ringo Starr. O resto é história... um pouco da qual, conto aqui!
John e Paul começaram a compor juntos e logo viram que, apesar dos estilos diferentes, a afinidade era grande. Tanta que chegaram logo cedo a um acordo de parceria: fosse John ou Paul o verdadeiro autor de uma canção, a autoria oficial seria declarada como de Lennon/McCartney. No começo, Paul tentou sugerir uma ordem diferente, algumas canções chegaram a ser registradas como McCartney/Lennon, mas a liderança de John acabou prevalecendo. Este tipo de acordo foi repetido por inúmeras duplas famosas, inclusive a nossa tupiniquim Roberto e Erasmo Carlos. O acordo só veio a se desmanchar com o fim dos Beatles.
Os dois amigos tinham uma capacidade para compor invejável. Conta a história que, num encontro com um certo Michael Jagger, amigo das noitadas em Londres, este último reclamava que não tinha uma música suficientemente boa para gravar seu primeiro disco. Diz a lenda que os dois se retiraram do ambiente por 10 minutos e, ao retornarem, entregaram a Mick aquela que seria o primeiro sucesso dos Rolling Stones: I Wanna Be Your Man. Claro que a canção está longe de ser uma obra-prima, nem poderia se exigir mais. Em outro episódio, à época da filmagem de seu primeiro longa-metragem, deram outra mostra dessa capacidade. O filme tinha o título baseado num suspiro de Ringo Starr após um dia intenso de filmagens: Well, this is a hard day’s night! Num certo fim de noite, quando estavam próximos ao lançamento do filme, os produtores lembraram que não havia ainda a canção título. John falou o tradicional: Deixa comigo! …. E foi para casa. Na manhã seguinte, mostrou o que tinha conseguido a Paul, que compôs rapidamente o que faltava: o middle eightWhen I’m home, everything seems to be right …”. E entregaram A Hard Day’s Night, aquela que seria um de seus maiores sucessos. Um terceiro episódio (há dezenas deles): Paul conta que sonhou com a melodia de Yesterday, acordou, e achou tão linda que duvidou da própria arte, e foi conferir, com John, com George, com o outro George (claro que Ringo não poderia opinar...), até que se convenceu que era uma McCartney original, e foi buscar a letra. Ocorre que, a única coisa que lhe vinha à mente, ao invés do famoso “Yes-ter-day .... All my troubles seemed so far way ” era “Scram-bled-eggs .. oh my darling how I like your legs....”. Claro que, rapidamente, ele colocou uma letra mais apropriada e concluiu aquela que seria a canção mais re-gravada de todos os tempos. Nesta última, John pouco contribuiu, se é que...
Aquele acordo de parceria fez com que muitos pensassem que todas as canções com o rótulo Lennon/ McCartney fossem compostas sempre por John e por Paul em um trabalho conjunto. Isto, na verdade, somente aconteceu nos primeiros anos da dupla e mesmo assim, somente em algumas poucas canções (She Loves You, I Wanna Hold Your Hand, Do You Want To Know A Secret?, From Me To You, Please, Please Me, This Boy), e uma ou outra quando estavam mais maduros (With a Little Help From My Friends e A Day in The Life). Nas demais, o trabalho é 100% individual, no máximo um dava um palpite num verso aqui, uma sugestão numa harmonia ali, etc. Havia uma disputa saudável entre os dois: um usava o outro como estímulo para compor cada vez mais e melhor e não ficar para trás na preferência dos fãs.
Quando se tem um pouco mais de familiaridade com as músicas dos Beatles, logo se percebe quem fez qual música:

·  O primeiro sinal é o cantor: geralmente quem compôs, canta a voz principal na gravação. E, com um pouco de treino auditivo, você distingue a voz mais ácida de John da voz mais suave de Paul; 

·   Se, ainda assim está difícil, vá pelo estilo: Paul é mais baladeiro, John mais roqueiro. Claro que há exceções memoráveis. Algumas das mais bonitas baladas dos Beatles, como In My Life, Good Night, Girl, Norwegian Wood, são de John e alguns dos rocks mais dançantes, como I’m Down, Birthday, Can’t Buy Me Love, Back In The USSR, Helter Skelter (este, pra lá de pesado!), são de Paul;

·    Se o estilo musical não foi suficiente pra definir, em canções românticas, vá pela letra: Paul é mais up beat, otimista, como em Another Girl, All Together Now, Getting Better, Good Day Sunshine, Hello Good Bye, Penny Lane; John é mais down, pessimista, como em Run For Your Life, I Don’t Want to Spoil the Party, No Reply, I’m So Tired (muitas vezes descambando para a “Corno Music”) e ainda passando por crises existenciais como em I’m a Loser, Yer Blues ou Help!;

·    Se a canção não é romântica, aqui vai uma dica: Paul adora contar histórias, repare em Obladi Oblada, Rocky Raccoon (inesquecível honky tonky piano), Maxwell’s Silver Hammer, Paperback Writer, She’s Leaving Home, (esta, uma verdadeira obra-prima!); John tinha algumas mensagens a dar, como em All You Need is Love, Revolution e The Word e ainda viajava junto com as drogas em canções como em Lucy In The Sky Wiith The Diamonds, I Am The Walrus, Rain e Tomorrow Never Knows. Além disso, adorava se inspirar em posters de propaganda como em For The Benefit Of Mr. Kite ou em notícias ou anúncios de jornal como em A Day In The Life (cuja idéia central era dele, com participação de Paul, ao final - Woke up, got out the bed ...) e Happiness Is A Warm Gun;

·      Se nada disso funcionou, vá ao detalhe da poesia:
John adorava os jogos de palavras como em ….
           “It won’t be long, till I belong to you”,
de It Won´t Be Long
           “Please, please me oooh yeah like I please you”,
de Please Please Me
           I get high when I see you go by, my oh my.
       When you sigh, my, my inside just    dies, butterflies.
       Why am I so shy when I’m beside you”, 
de It´s Only Love
            “Everybody is green, cause I’m the one who won your love”
de You Can´t Do That
            “Oh Dear, what can I do, baby’s in black and I’m feeling blue
de Baby´s In Black

Paul procurava rimas ricas, como em …
                “Though the days are few, thei’re filled with tears
                and since I lost you, it feels like years
           de You Won´t See Me
           ou métricas especiais como em
           “Hey Jude, don’t make it bad,
           take a sad song and make it better!
           Remember to let her into you heart
           Then you can start to make it better
Hey Jude, don’t be afraid,
           you were made to go out and get her!
          The minute you let her under your skin
          Then you begin to make it better
          Hey Jude, don’t let me down,
         you have found, her now go and get her”
de Hey Jude

Enfim, como são cerca de 180 canções, haverá sempre exceções aqui e ali em que regras serão quebradas. E, na verdade, nem interessava saber de quem era qual música. O importante, realmente, é o conjunto da obra. A perfeita harmonia vocal dos dois (muitas vezes com a ajuda de George Harrison), juntamente com as inovações técnicas (muitas vezes com a ajuda de George Martin), contribuía para que o verdadeiro autor se tornasse um detalhe desnecessário.
As desavenças normais que acontecem em 90% das bandas depois de longo tempo de convivência acabaram por distanciar um do outro, sem, entretanto, diminuir o nível de suas composições. E, com o final dos Beatles, cada um seguiu seu rumo, em carreira solo, sempre produzindo boas canções. John continuou mandando mensagens, as melhores delas em Imagine, e Working Class Hero, e revelando crises existenciais como em Mother. Paul continuou sendo up beat como em Coming Up e seguiu contando suas historinhas como em Another Day. Devido ao seu melhor tino comercial (ainda que sendo algumas vezes execrado por isto), Paul teve mais retorno financeiro que John. Este, por seu lado, era mais bem recebido pela crítica do que Paul. Além disso, devido às desavenças mal resolvidas, trocavam farpas musicais, se bem que sempre provocadas por John como em How Do You Sleep?, que foi educadamente respondida por Paul com Dear Friend. Em 1973, ele e Paul fizeram as pazes, este foi visitar aquele em seu exílio na Califórnia, enfim.
Porém o tempo não foi suficiente para que voltassem a reviver a velha e profícua parceria, a mais famosa da história da música. Não foi suficiente, pois John foi assassinado. E naquele dia, 8 de dezembro de 1980, na última conversa que teve com um repórter, a declaração foi sobre o grande amigo. Perguntado sobre seu relacionamento com Paul, já ‘off the record’, a caminho do estúdio onde faria sua última gravação, John disse:

Paul is my brother!
You know, as a family we always had ups and downs.
But at the end of the day, there is nothing that I wouldn't do for him
and I'm sure it's vice-versa!

..... pausa para o choro .....


Paul prestou uma última homenagem ao amigo, em 1982, com a canção Here Today, linda, linda, tocante, e ele a tem interpretado, acompanhado apenas ao violão, em todos os seus recentes shows, sempre com a voz embargada.
And if I say,
I really knew you well what would your answer be?
If you were here today

Ooh- Ooh- Ooh, here to-day.

Well knowing you,
you'd probably laugh and say that we were world's apart.
If you were here today

Ooh- Ooh- Ooh, here to-day.

But as for me,
I still remember how it was before,
and I am holding back these tears no more

Ooh- Ooh Ooh, I love you, Ooh.

Como se vê, Paul abre seu coração e admite como faz falta o velho amigo, e se lembra de como era antes, na época em que eles mudaram o mundo. 

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Mais textos sobre Paul McCartney no link abaixo:
 http://blogdohomerix.blogspot.com.br/2012/06/paul-mccartney-70.html

terça-feira, 4 de julho de 2017

Primavera nos Dentes é Secos & Molhados na Veia

Além da Baleia, seu carro-chefe, o Felipe contribui com várias outras bandas, dentre elas, a do Cícero Rosa Lins, a do Vitor Araújo, O Terno, Xóõ, Jullie, e agora chega ao mercado uma nova incursão interessantíssima!!

Charles Gavin, dos Titãs, teve uma idéia, compartilhou com o parceiro guitarrista Paulo Rafael (com Alceu Valença há 40 anos), que convidou o baixista Pedro Coelho, um pouco antes chegara a vocalista Duda Brack, que acabou chamando o Felipe (com seu violino e guitarra 'criativos', como diz Gavin), o projeto agradou a um produtor, eles criaram, e saiu!!!

Vem aí "Primavera nos Dentes", uma recriação de 12 canções dos álbuns dos Secos & Molhados, lá de 73 e 74, depois a formação original se desintegrou e deixaram 40 anos de saudades!

O som está sensacional!! Quando entrar setembro.....

Eis a banda "Primavera nos Dentes"!!!



Pedro, Rafael, Duda, Felipe, Charles

A descrição do projeto está transcrita abaixo:

Charles Gavin explica Primavera nos Dentes:
MARÇO, 2016
A ideia era sair tocando de primeira aquelas canções, com seus arranjos originais, sem preocupações e reflexões estéticas para simplesmente colocá-las no palco o mais rápido possível. Mas logo percebemos que, sem querer, havíamos formado um coletivo autoral, ainda que como ponto de partida estabelecêssemos o que eu chamaria de "o clássico dos clássicos" de nosso cancioneiro pop setentista: o repertório que foi gravado nos dois álbuns dos Secos e Molhados, lançados em 1973 e 1974, respectivamente.
 
Os ensaios iniciais deixaram claro que o caminho que nos cabia era o da releitura, da experimentação, livre da obrigação de sermos fiéis àquelas gravações singulares que, há décadas, fazem parte da “trilha sonora da minha vida” de todos nós.
 
A primeira pessoa com a qual conversei sobre este projeto foi Paulo Rafael - mesmo sem sermos próximos, eu já admirava, há muito tempo, este raro guitarrista brasileiro de linhagem nobre, integrante do lendário grupo recifense Ave Sangria e que, há mais quatro décadas, faz a direção musical da banda de Alceu Valença. Na sequência chegou - cheia de personalidade - a cantora gaúcha Duda Brack, indicada pelo preparador vocal Felipe Abreu. De certa forma, eu já a conhecia: em 2015 ela chamou a atenção com o visceral É, seu álbum de estreia, recebendo elogios de músicos e da imprensa. Algumas semanas depois, Paulo Rafael trouxe Pedro Coelho, baixista talentoso e experiente, integrante da banda de Cássia Eller, O musical - que estava fazendo muito sucesso no Rio de Janeiro. Por fim, Duda nos apresentou Felipe Pacheco Ventura, inventivo violinista e guitarrista do sexteto Baleia, destaque da cena independente do rock carioca, já com dois respeitáveis discos lançados.
 
E assim, nosso grupo fechou, se completou - por mais de um ano e meio, ensaiamos em meu pequeno home studio recriando arranjos, gravando demo tapes, avaliando nosso progresso e aguardando o momento ideal de nos lançarmos ao palco. Não tínhamos planos de gravar um disco tão cedo. Mas…
 
DEZEMBRO, 2016
 
Rafael Ramos, produtor da vários discos importantes nos últimos anos (Ptty, Los Hermanos e Cachorro Grande são apenas alguns), soube de nosso projeto e procurou Paulo Rafael, dizendo que gostaria de ouvir o que estávamos fazendo. Na verdade, Rafael foi a primeira pessoa, fora nós, a escutar nosso trabalho. Bem, poucos dias depois, recebemos com muito entusiasmo e alegria, o convite para gravar um álbum na Deckdisc - um brinde!!!
 
ABRIL, 2017
Com o projeto já devidamente batizado de Primavera Nos Dentes (título de uma faixa do 1º LP dos Secos & Molhados), entramos no estúdio Tambor, no Rio de Janeiro, com produção do próprio Rafael Ramos, para registrar nossas releituras de treze canções. Neste repertório não poderiam faltar as emblemáticas Sangue Latino, Fala, O Patrão Nosso de Cada Dia, O Vira, Rosa de Hiroshima, O Doce e o Amargo e outras canções clássicas. A sonoridade e os arranjos se distanciaram bastante dos originais - diria que cada versão que fizemos tem a assinatura de cada um de nós. É pop? É rock? O que é? Não sabemos dizer... Por outro lado, foi surpreendente constatar o fato de que a poesia das letras permanece extremamente atual e assertiva após décadas - deliciosamente doce e ácida, ingênua e politizada ao mesmo tempo, conectando-se com pessoas de qualquer geração e de qualquer lugar. Isso é fato.
Nosso objetivo - criar e performar um espetáculo que, com nossa visão, contemple devidamente a importante obra dos Secos & Molhados, próxima de completar quarenta e cinco anos, que segue em frente, agora mais firme ainda: o primeiro disco do Primavera Nos Dentes será lançado no formato digital, em Agosto de 2017, e em LP, com lançamento previsto para Setembro de 2017. 
SETEMBRO, 2017
O show não apenas apresentará as canções que gravamos - nele tocaremos outras que não foram registradas ainda, caso das clássicas Assim Assado, Prece Cósmica e Mulher Barriguda, entre outras.
Interessante observar que boa parte deste repertório não é tocado ao vivo desde o final prematuro dos Secos & Molhados, em 1974. Diante disto, uma pergunta oportuna se coloca: como explicar a ausência deste patrimônio cultural da música brasileira nos palcos?
Talvez a resposta esteja na estrofe da canção Primavera Nos Dentes:
“Quem tem consciência para ter coragem .
Quem tem a força de saber que existe”
Será? É isso que vamos ver.