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terça-feira, 17 de outubro de 2017

In My Life …. In Our Lives

Uma referência a um dos intérpretes me fez lembrar de uma de minha melhores críticas.
Como músico boa sempre é atual, republico!!!

         Ainda embalado, emocionado e com os olhos marejados pelo violino de Vanessa Mae, decidi começar estas linhas para reativar minha sub-carreira de comentarista musical. Desta vez, para recomendar uma coletânea de homenagem. Sim, uma coletânea de homenagem! Nós, os puristas admiradores da boa música, temos uma certa aversão a coletâneas de artistas que admiramos, pois elas só listam o que os organizadores pensam ser o melhor de vários discos, com aquele enfoque oportunista de ganhar uns trocados a mais em cima de sucessos que já deram o que tinha que dar. Menos mal quando são produzidas pelo próprio artista, porém, coletâneas deixam de captar nuances escondidas em músicas do Lado B (lembrem-se dos velhos LPs!), por vezes pouco conhecidas, que não chegaram às BillBoards da vida, mas que têm doses generosas de prazer musical. Agora, a aversão a coletâneas se transforma em algo próximo ao ódio, quando ela é “de homenagem”, aquelas iniciativas oportunistas ‘ao quadrado’, em que um certo cantor(a) ou banda,  sozinho(a) ou acompanhado(a) de outros cantores e bandas, de vários estilos, para gravar canções famosas de cantores ou bandas antológicos, geralmente extintos ou mortos. Um horror! Pior que as coletâneas simples, pois estas se prestam a esse papel para ganhar dinheiro em cima do sucesso de outrem.
         Bem, todo o asco explícito acima se esvai no caso de In My Life, ‘coletânea de homenagem’ aos The Beatles, lançada em 1998.  “Ih, lá vem ele de novo, o chato beatlemaníaco!”, vocês diriam! “Só porque é Beatles!”, vocês bocejariam! Bem, pode até ser um pouco disso, mas posso garantir: desta vez, há mérito. E o motivo começa pelo produtor, patrocinador, idealizador, maestro do projeto: ninguém menos que George Martin. O maestro por trás (no bom sentido!) da carreira dos 4 rapazes de Liverpool, considerado como o 5o Beatle, responsável por muitos dos magníficos arranjos das canções, produtor de n-1 discos da dourada era. Quando anunciou-se sua intenção de realizar o projeto, já se sabia que vinha coisa boa. Ele não é de arriscar seu nome colocando no mercado um produto menos que ótimo.
         E o motivo principal não é o repertório: quaisquer grupos de 10 ou 12 canções beatle fariam um bom serviço. Na verdade, o que toca é a escolha dos intérpretes, instrumentistas perfeitos e arranjos com a marca Martin. Profissionais do canto mesmo, em somente 2 canções. Os demais, inesperados intérpretes inesperadamente bons, instrumentais tocantes, e ainda, ..... declamadores.
         Abre o disco uma dupla inusitada: Robin Williams e Bobby McFerrin cantando “Come Together” com exatamente o mesmo arranjo do Abbey Road. Robin leva com afinação e emoção o vocal que era de John. McFerrin, com sua destreza vocal, tirando sons não se sabe de onde, como sempre, faz a abertura e lidera uma das estrofes. Depois, “A Hard day’s Night” por Goldie Hawn em arranjo tipo Big Band, com um vocal leve e afinado que parece ter saído sem esforço. Vai longe, a garota (!!). A terceira é “A Day in The Life” com exatamente o arranjo original, porém com os vocais de John e Paul substituídos pela guitarra chorosa de Jeff Back, pertencente ao seleto grupo de quitarristas que cantam com o instrumento. O ritmo vai bem, as novidades se sucedem, aí chega a mesmice de Celyne Dion, primeira concessão de George aos intérpretes tradicionais: a interpretação de “Here, There and Everywhere” é perfeita, limpa e .... chata! Além disso, por ser mulher, troca todos os ‘her’ por ‘his’, quebrando a magia da linda letra de Paul.
         Agora, vêm dois momentos mágicos. O primeiro, o momento que originou este texto: “Because”, solado pela violinista chinesa Vanessa Mae. Na introdução, arrepiante, usando todos os recursos de um virtuose, esbanjando ‘double stops’; na primeira estrofe, solando com vibratos pungentes; na segunda, acompanhando em segunda voz um coral, atingindo notas incrivelmente agudas. Simplesmente, de parar o carro, se arrepiar todo e chorar! O segundo, uma surpresa: Jim Carrey interpretando “I Am The Walrus” (curiosamente, The Walrus was Paul!), nada menos que uma de minhas Top Five Beatle Songs, virtual viagem alucinógena de John. Interpretação vigorosa, afinada, divertida, magnífica, cheia de graves, agudos, e falsetos, em arranjo idêntico ao original, com todos os Hoo Hoo Hoos e Haa Haa Haas, ponto fundamental da música. Tenho certeza que John não revirou no túmulo ao ouvir a nova versão. Teria aprovado, com louvor!

Delicie-se!

         O próximo intérprete, ‘The Choir of the The Singing Girls of Peter City’, ou, em bom português, ‘O Coral Das Meninas Cantoras de Petrópolis’, canta “Ticket To Ride”, interpretação corretíssima, boa de se ouvir. Penso tratar-se de retribuição de George às meninas, que não se furtaram a cantar debaixo do dilúvio que se abateu sobre a Quinta da Boa Vista, quando ele esteve no Rio, 2 ou 3 anos antes, para tocar seu concerto beatle, coisa que a orquestra que veio de Londres não pôde fazer, sob pena de estragar os instrumentos. Depois, a bola baixa um pouco: primeiro, a única concessão de George ao outro George, o Harrison, com a performance, em orquestra, de “Here Comes The Sun”, nada demais; depois, um desconhecido (para mim) comediante inglês Billy Connoly anuncia, como se fosse o mestre de cerimônias de um circo, a letra de “Being For The Benefit Of Mr. Kite”. Interessante, mas ‘boring’.
         Dentre as 4 últimas faixas, duas performances de George Martin e orquestra: numa, fazendo um medley com as quatro bonitas músicas orquestradas do filme “Yellow Submarine” compostas por ele; noutra, uma composição inédita dele, chamada “Friends and Lovers”, muito bonita.
         A segunda concessão a intérpretes tradicionais é feita para Phil Collins, cantando e tocando bateria no fantástico medley de Abbey Road “Golden Slumbers / Carry That Weight / The End”. Muito bem escolhido o intérprete, pois Collins, originalmente o baterista do Genesis, teve a oportunidade de repetir o único solo de bateria de Ringo Starr e, ainda por luxo, encomprindá-lo um pouco mais, com categoria. Nós, beatlemaníacos, o perdoamos!
Finalmente, para fechar o barraco, a canção título da coletânea, não cantada mas declamada. Sean Connery, com aquela voz de Sean Connery que só ele tem, declamando a linda letra de John. Tenho certeza que John, não apenas ficou quietinho, ouvindo, mas deve até mesmo ter esboçado um sorriso. Nada como uma conexão Beatle/Bond para fechar, com chave de ouro, esta última obra do grande George Martin.
É para estar na CDteca de qualquer um.

domingo, 15 de outubro de 2017

Colégio Santista, fator crítico de sucesso

No Dia do Professor, republico minha homenagem ao Colégio de minha vida
e, por tabela, a seus professores, que me indicaram o caminho ....
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1964
1975
Viva o Facebook!

Graças à sua existência e abrangência, e à dedicação e mobilização de alguns, estou tendo oportunidade de reviver um passado que parecia distante: minha educação básica, do princípio ao fim no Colégio Santista, tradicional instituição marista da minha cidade, fundada em 1904.

A coisa começou com a publicação no mural de um colega, de uma foto daqueles tempos, e foi crescendo aos poucos, em princípio, com os poucos amigos daquele colega convidando como amigos outros que conhecia, de outras turmas. Mas tudo se organizou mesmo quando alguém descobriu que se podia formar um grupo aberto no Facebook. Daí, foi, e tem sido, uma febre. E foi, e tem sido, um tal de pessoas puxarem pela memória, e testarem se outros que não viam há 35 ou 40 anos e só se lembravam do nome, estavam já cadastrados, e se não estivessem, era um tal de chamar: "Entra no Facebook você também!". Viramos todos garotos propaganda da rede social de Mr. Zuckerberg.

Estamos prestes a celebrar o 1.000º inscrito .... e a 300ª foto. Como é legal relembrar os cabelos que usávamos, as calças boca-de-sino e os paletós xadrez das festas. Mas o mais legal e tocante são as memórias que aquelas fotos suscitam, as lembranças dos professores e os irmãos maristas que nos educaram e nos formaram bons cidadãos. Muitos que já se foram, e uns poucos que ainda estão conosco. Irmãos e professores que levaram a sério o lema do beato Marcelino Champagnat, o fundador da ordem marista: "Educar é formar bons cristãos e virtuosos cidadãos; para educar uma criança é preciso amá-la" Toda escola, adaptando ou eliminando a menção religiosa, deveria se pautar por essas palavras. O Santista fez isso com a gente, direitinho.
 
Sendo um colégio religioso, era rígido o suficiente para prover valores morais firmes a seus alunos, com educação séria, o que o tornava muito concorrido, e fazia as famílias da cidade fazerem grande esforço para matricularem seus filhos e mantê-los lá. Famílias que pressionaram muito para que o privilégio da boa educação fosse estendida ao sexo oposto. Em 1970, o colégio adaptou-se aos tempos modernos e admitiu a presença feminina, após 65 anos como um tradicional colégio de meninos! Eu estava lá nessa transição revolucionária. Recebemos, ao que me lembre, muito bem, as meninas no nosso convívio.

Lá passei 12 ótimos anos de minha vida, Primário, Ginásio e Científico, como assim era chamado, bem mais romântico que hoje. E foram 12 anos (o normal seriam 11), de 1964 a 1975, pois não tive idade para fazer o exame de Admissão ao Ginasial, e tive que fazer o 5º Ano, coisa que tinha naquela época. É que entrei no 1º ano do Primário com tenros 6 aninhos, veja que coisa fofa lá em cima, à esquerda (HeHeHe). Que saudade da lancheirinha! O ponto alto da hora do lanche, que hora tão feliz, era desenroscar aquela garrafa de plástico e tomar aquele suquinho de qualquer coisa com leve gosto de plástico, e desembrulhar o papel alumínio, para comer aquele misto-frio (ou sanduíche de atum) maravilhoso!! Mais tarde, quando aposentei a lancheirinha, a corrida pelo enorme pátio para ver quem chegava na frente, na fila da lanchonete.   E tinha a banda, que disputava e ganhava de outras escolas, com evoluções memoráveis. E tinha os desfiles de 6 de setembro, em que marchávamos ao som da banda, com impecáveis fardas brancas e quepes. Em alguns anos eu até ia à frente, empunhando uma espada maneiríssima, como se diz hoje. E tinha a rotina de perfilar ante  bandeiras e cantar o Hino do Brasil e, sim, o Hino Do Colégio, três estrofes das quais a segunda me lembro até hoje, inteirinha. Muito legal! 


Memórias que não se apagam!!!

Ter feito o 5º ano certamente frustrou aos meus pais, pois viram seu filho perder um ano em sua evolução escolar, profissional, de forma irrecuperável. Frustrou a mim, pois perdi a convivência com amigos queridos, especialmente o Magalhães, grande sujeito, que já se foi, que era com quem mais brincava, com quem mais competia pelo 1º lugar, perdendo eu sempre. Mas agora, olhando por um amplo espectro, não fosse assim, e eu não teria conhecido o Cid e o Zé Marques, meus colegas de Científico, com quem eu jogava sueca, na garagem da casa do primeiro, e não teria conhecido a Neusa, aos 20 anos de idade, sua vizinha, que de vez em quando se juntava a nós (ela também estudou no Santista, mas só nos anos de Científico, e na turma de Medicina, eu na de Engenharia). E ela não teria sido a minha 1ª namorada, e não teríamos nos casado, e eu não estaria feliz com ela até hoje, e com nossos queridos filhos Renata e Felipe.

Enfim, assim é o destino!!!

Felizmente, quando a conheci, já não ostentava a cabeleira da foto da direita, que usei em meu último ano no Colégio Santista. Ela me diz hoje que se tivesse me conhecido daquele jeito, teria pensado mal de mim, e nem teria percebido o meu sorriso, que a conquistou (palavras dela...). A cabeleira foi trocada pela careca de calouro, aos 18 anos, quando fui um dos 6 santistas a entrar na Escola Poltécnica da USP. Essa configuração hexagonal repetiu-se outras duas vezes em minha vida: fui um dos 6 politécnicos a entrar como estagiário na Petrobras, e um dos 6 estagiários a se formarem engenheiros de petróleo designados para a área internacional da empresa. Completei 30 anos como petroleiro, em fevereiro destre ano.

Tudo o que consegui começou naqueles 12 anos de ensino básico e virtuoso, seguiu com estudo e dedicação, claro que associado a oportunidade e sorte. Mas aquela base está presente em cada ato meu como cidadão, que prezo muito, e que consegui, junto com Neusa, passar a meus filhos.

Infelizmente, essa ventura (!) não está mais disponível às famílias santistas. O Colégio Santista, berço de tanta gente importante e conceituada, não existe mais! A mãe dele (como a piada) subiu no telhado quando, em 1987, os maristas se mudaram, e a administração mudou de mãos. A educação começou a ter uma tendência mais socialista e esquerdizante, e os pais foram, naturalmente, tirando seus filhos da escola. Nos tempos áureos, chegou a ter 1800 alunos. Foi minguando, minguando, até que, em 2009, tinha pouco mais de 400, e foi estatizada pela prefeitura. Dizem eles que continuarão as tradições da escola, mas acho difícil, sem os valores da causa marista.

Publicando este post no Dia dos Pais, devo, então declarar que o pai que sou, foi devido à educação que tive, que o  pai que tive pôde proporcionar a mim, mantendo-me, em todo meu ensino básico, no tradicional Colégio Santista.

Obrigado, pai!!!

E parabéns aos pais, neste dia, 
especialmente àqueles que se preocupam 
"em deixar filhos melhores para o mundo".


E, claro, obrigado, eternos professores,
Nilo, Farid, Silvestre, Eliza, Wilma, Dulce, Regina, Fernando, Lobo, Cordella, Bóris, Buzo, Adilson, Maria Alice, Nilde, etc, etc, etc, etc...


Homero Agradecido Ventura

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Vincent ... que homenagem de Don McLean!!

Uma certa leitura me fez me lembrar deste post....
quando puder, conto!!!!
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Intróito
Em fevereiro de 2009, eu fiz um texto 'celebrando' o cinquentenário da morte da música..
Sabia que a música morreu em 3 de fevereiro de 1959? 
Não?
Entenda porque aqui:
http://blogdohomerix.blogspot.com/2008/02/o-dia-em-que-musica-morreu.html

O Assunto

Recentemente, uma outra música de Don McLean reviveu minha infância musical. O nome da canção era 'Vincent'. Lindíssima! Em minha ignorância juvenil, eu jamais imaginei quem era o personagem título. Recebi em maio deste ano uma mensagem de email, do tipo 'Você sabia?'.

Eu não sabia....

Eis a mensagem:

A música foi escrita por Don McLean em homenagem 
a Vincent Van Gogh e data dos anos 70.
O título se refere ao quadro
Starry Night.
A canção descreve diferentes quadros do pintor.
O compositor escreveu a letra após a leitura da biografia de Van Gogh.
Foi sucesso na Inglaterra e nos EUA.
Foi tocada diariamente por muitos anos no Museu Van Gogh de Amsterdã.
A partitura está segura no museu junto com os pincéis, 
chapéu e outros pertences do pintor.
Aprecie a apresentação deixando os slides correrem automaticamente 
e com a letra se ajustando aos quadros.



Auto-retrato
Agora eu sei...
E me emocionei ao saber...
Obedeci à recomendação 
e deixei a coisa fluir...
slide a slide...
sem pressa...
E chorei...
 

Dr. Gachet
Fala também sobre a vida dele, não somente sobre os quadros... E que vida transtornada! Doou seus bens para os pobres e viveu às custas do irmão. Os últimos dois anos de sua curta vida foram conturbados e produtivos: cortou a própria orelha com uma navalha, após uma briga com Gauguin, foi internado num asilo, onde pintou freneticamente. 

A versão original sobre sua morte era de que, inconformado com a situação do irmão, teria tentado dar fim a si mesmo com um tiro no peito, uma versão estranha. Hoje, após livro lançado recentemente por dois pesquisadores ingleses, aparece uma versão mais plausível: Vincent teria sido atingido por um disparo acidental de um de dois amigos que brincavam bêbados, junto com ele, de cowboy.  Ele sobreviveu ao tiro, voltou pra casa, disse que foi ele, para proteger o amigo, passou os últimos dois dias de sua vida conversando com o irmão.. Sua obra só foi reconhecida depois da morte, como quase sempre acontece. Seu quadro mais valioso, "O Retrato de Dr. Gachet", foi arrematado por mais de 80 milhões de dólares, em 1990.


Emocione-se também!




O link é este (só no YouTube):
http://www.youtube.com/watch?v=Gi_P8XwrSCU


Tudo simplesmente lindo: 
   a canção, 
      a história por trás da canção, 
         a apresentação...

Não perca!


Homerix Emocionado por Vincent Ventura

Rogue 1 é 10!!

Hoje, uma certa leitura me lembrou deste post.
Depois conto do que se trata!!
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Esse universo de Star Wars parece infinito!

E não é que bolaram uma história que se encaixa antes do primeiro episódio, que na verdade era o quarto, lá de 1977, que começou tudo..... e como os episódios 1, 2 e 3 já haviam sido lançados, este ficou conhecido como Episódio 3,5!

E no não que ficou muito bom?!

O clima está todo lá, a Aliança Rebelde, o Império, as batalhas espetaculares, os jovens heróis, outros nem tanto, os stormtroopers, o Imperador, Darth Vader e até mesmo a Força, ainda que bem fraquinha, não espere por espetaculares Jedis.

A queridinha Felicity Jones, que concorreu ao Oscar como Mrs Hawkins, se reabilita depois de uma apagada Mrs. Langdom (licença minha). Sua heroína Jyn é bem convincente!!! Pena que ...

Um cientista é sequestrado violentamente pelo Império para acabar o projeto da Estrela da Morte. Sua pequena filha Jyn consegue escapar, e cresce órfã, protegida por Saw Guerera, um rebelde mais que rebelde. Ela cresce sem se envolver muito com os rebeldes mas consegue habilidades de soldado. Quinze anos depois, o cientista consegue enviar um emissário, e ela é chamada pela Aliança para ajudar a encontra-lo. No caminho, ela reencontra Saw, e tem acesso a uma mensagem holográfica do pai, explicando que projetou uma brecha na segurança que possibilitaria sua destruição pelos rebeldes. A partir daí, a briga por descobrir os planos da nave ‘planet killer’ é sensacional!!!

E o final causa lágrimas, ainda mais no momento atual, com a internação de Carrie Fisher. Entendedores entenderão!!


Muito legal mesmo!!

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

John Lennon não faz 77 anos


Outubro chegou....
Celebram-se coisas boas em outubro, no Mundo Homerix, como o lançamento do primeiro Compacto dos Beatles, a estréia do primeiro filme de James Bond, que simplesmente vieram ao mundo no mesmo dia, o iluminado 5 de outubro, numa coincidência artística histórica...,  cujo cinquentenário eu celebrei nestes posts de 2012:

Foi em outubro também, em 1940, que nasceu um astro de primeira grandeza.
John Lennon faria 77 anos de idade, hoje, dia 9. 
O futuro do pretérito foi usado, pois ele não vai mais fazer aniversário: ele se foi, há quase 37 anos, brutal e inesperadamente, morto com 5 tiros pelas costas...

Sobre o dia de seu nascimento, escrevi um dos parágrafos de um de meus melhores textos, sobre o dia de sua morte e um resumo de sua vida nesta passagem.

Se tiver curiosidade, está aqui neste link:

Uma Noite Iluminada
         John veio ao mundo numa noite iluminada, em 9 de Outubro de 1940! Não era uma brilhante lua cheia que iluminava a noite, mas, sim, a luz das explosões provocadas pelo intenso bombardeio alemão que atingia a cidade de Liverpool no momento de seu nascimento. Liverpool era, então, o mais importante porto da Inglaterra, porta de entrada das mercadorias provenientes da América, um dos alvos ingleses preferidos da Luftwaffe durante a 2ª Guerra Mundial.
(A foto é de uma igreja de Liverpool, após um bombardei alemão)

Seu fanfarrão, ...

Lá de 2007 mas tão atual...
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...maconheirozinho de merda, filhinho de papai, tu é que financia essa porra de tráfico!!!
Meu filho falou esta singela frase para 5 amigos dele no último fim-de-semana, misto de brincadeira e aviso sincero.
Ele ouvira a frase no filme sensação da temporada 'Tropa de Elite', a que havia assistido na sexta-feira. Ao perguntar-lhe o que achou do filme, respondeu-me: "É impossível sair desse filme sem ficar abalado, de alguma forma".
Já vi, e fiquei. Concordo plenamente. Seja pela violência ou pelo realismo das situações, mas principalmente, por causa da forma como os viciados são considerados, expressa nos tocantes adjetivos e no educado linguajar da sentença.
Disse-me ele que, as proporções do filme são reais. A maior parte de seus amigos puxa unzinho, no mínimo. E eu perguntei: "E sua banda!" E ele: "Não, só 75%!". E são 4 os componentes!! Ele conta nos dedos, de uma mão, estourando duas, os amigos "clean" que tem! A classe é de média a alta, Zona Sul, enfim, o meio que conhecemos.
Quando ele se tocou do ambiente, tentou fazer um certo patrulhamento, mas acabou desistindo, para não se tornar um chato. Agora, ele aproveitou o momento para voltar à carga.
Outro 'piece of advice' que ele usou com os amigos foi:
"A cada tragada que você der, pense que alguém pode estar, naquele exato momento, experimentando um micro-ondas, por causa disso!"
Se você não sabe o que é esse 'equipamento', assista ao filme!
Ele sabe que daqui a pouco, tudo volta ao normal! Ou ao anormal, eu diria!!
A idéia desta mensagem é, além de recomendar o filme, magnífico, realista e muito bem interpretado, também que sirva de alerta sobre a juventude que estamos criando.

sábado, 7 de outubro de 2017

É renovation chom chom

Nas eleições de 2018, mais do que NUNCA
vale este post meu de 2010

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Em meu loooongo poema de fim de ano (anexo), descrevi o ocorrido em várias facetas da sociedade nacional (incluindo algumas internacionais), dentre elas as falcatruas do Congresso Nacional em 2009. Antes dos 'finalmente', dei um recado, exprimi um desejo, fiz uma convocação para 2010. Tomo a liberdade de repeti-los, agora que se aproxima o 3 de outubro!

Agora vem 2010
Ano muito importante,
O futuro a nossos pés
Oportunidade exuberante!
 
Elegeremos presidente.
Torço pro seu sucesso.
Mas minha atenção premente
É a renovação do Congresso!
 
São dois terços do Senado!
Mande os caras embora,
Junto a todos os deputados!
É essa a nossa hora!
 
Quem concorrer à reeleição,
Vamos garantir que dance.
Pra nunca mais meterem a mão!
Não vamos perder essa chance!

Bem, na eleição majoritária maior, a boca do jacaré já abriu por demais e dificilmente fecha.

Mas temos nosso papel na eleição de senadores e deputados, o de provocar uma renovação maciça nas duas casas, para que passem a ser menos consideradas como casas de tolerância.
 
NÃO VOTEM EM QUEM JÁ ESTEVE LÁ!!
 
OU EM QUEM QUER VOLTAR PRA LÁ!!
 
VOTE EM GENTE NOVA!!


(E FIQUEM ATENTOS PRA NÃO MANDAR FILHOS E PARENTES DAQUELAS PESSOAS, TEMOS QUE JOGAR SAL NO TERRENO FÉRTIL DA DESCENDÊNCIA PARA QUE NÃO VINGUEM, NÃO PROLIFEREM..)

É certo que não há garantia de que os novos vão atuar com probidade, mas mais certo é que não queremos que quem já meteu a mão continue metendo.

Felizmente, deveremos ser ajudados pelo Ficha Limpa, quer dizer, se a lei for cumprida, afinal, como é que o tal garotinho ainda é candidato a deputado? Se ainda aparecer a propaganda dele hoje, mesmo depois de decretada sua prisão, eu  não vou entender mais nada. Menos mal que finalmente acabaram com a pretensão de reeleição do maluf@masfaz.

Infelizmente, as pesquisas já alertam que a renovação será bem inferior a 100%, mas não podemos deixar de fazer a nossa parte!!

Ah! Na Assembléia Estadual, a renovação também vale, mas nesse caso, já tenho a minha candidata! E ela já está lá!

Eis o ringtone dela:

"Calaaaadoooo! Fique quieto! Que eu não converso com bandido."

Abraço

Homero Renovando Ventura

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

São Francisco Ghandi


Ontem Dia de São Francisco era pra eu relembrar deste post....
Mas aí houve a morte do querido Lucas, e me esqueci...
Vai hoje, então...
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No dia 3 de outubro, houve um culto ecumênico na sede da Petrobras pelo aniversário da empresa.

Estavam presentes representantes das quatro religiões mais representativas do país, nesta ordem: católica, evangélica, espírita, e de matriz africana.

Interessante o depoimento dos candomblés, impressionante o depoimento da espírita, normal o depoimento evangélico, e tocante o depoimento católico, feito por um frei franciscano

A única parte lida pelo frei foi uma oração de Ghandi. Sabia que ele era um santo homem, de seu princípio de não-violência, que levou à libertação de sua Índia do jugo dos ingleses. Muito do que soube foi pelo espetacular filme  inglês de Richard Attenborouh, ganhador de vários Oscars, em que Ghandi foi re-encarnado por Ben Kingsley, sim, porque aquela interpretação só pode ter sido re-encarnação, inclusive física, do grande Mahatma (ih, olha o pleonasmo).

Mas não sabia que tinha uma oração, tão linda...

Suas linhas gerais, o que se pede, é bastante similar a uma outra, muito conhecida de todos.


Veja:

Senhor, ajuda-me a dizer a verdade
diante dos fortes e a não dizer mentiras para
ganhar o aplauso dos fracos.
Se me dás fortuna, não me tires a razão.
Se me dás sucesso, não me tires a humildade.
Se me dás humildade, não me tires a dignidade.
Ajuda-me a enxergar o outro lado da moeda.
Não me deixes acusar o outro
por traição aos demais, apenas por não pensar igual a mim.
Ensina-me a amar os outros como a mim mesmo.
Não deixes que me torne orgulhoso, se triunfo;
nem cair em desespero se fracasso.
Mas recorda-me que o fracasso
é a experiência que precede o triunfo.
Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza
e que a vingança é um sinal de baixeza.
Se não me deres o êxito,
dá-me forças para aprender com o fracasso.
Se eu ofender as pessoas,
dá-me coragem para desculpar-me.
E se as pessoas me ofenderem,
dá-me grandeza para perdoar-lhes.
Senhor, se eu me esquecer de Ti,
nunca Te esqueças de mim."

Lembrou-se da outra oração?

Pois o dia seguinte foi o Dia de São Francisco!

Todos conhecem, aquela que pede:
 
Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.

Ela me toca muito, sempre, assim como me tocou a de Ghandi, igualmente edificante, igualmente sublime, igualmente difícil de se fazer valer, como modo de viver, como modo de ser, em nosso difícil dia a dia.

Mas sempre tentaremos!!!!

Homerix Tocado Ventura

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Versos de uma carreira


Um ano depois,
e no aniversário da Petrobras,
lembro minha despedida!
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5 de Fevereiro de 1981 
Engenheiro recém-formado,
Meio que ressabiado,

Pois incerto era o percurso.
Salvou-me aquele concurso! 

No começo da década perdida,
Acolheu-me a empresa querida. 

Na entrada, o cartaz dizia:
Sorria, você está na Bahia!

Éramos duas centenas,
Enfrentando a duras penas,

Um novo mundo admirável,
Técnica inacreditável,

Em que para o fundo se monta,
Sem nunca se ver a obra pronta.

5 de Fevereiro de 1982
Ao final de um ano base,
Ouvi a encantada frase:

“Quer vir para o Rio de Janeiro?
Entregue-se por inteiro

À Petrobras Internacional!”
Era um destino, afinal,

Que muito me interessava,
Pois perto de casa ficava.

Acompanhava a produção,
Mas sem muita emoção,

De três campos chinfrim...
Foram cinco anos assim.

5 de Abril de 1987
 Dei uma certa levantada
Com Sistemas de Produção Antecipada 

5 de Novembro de 1988
Mas seguia desanimado,
Lá num cantinho jogado,

Quando um guru chegou,
E de leve perguntou:

“Não tá a fim de mudar?
Vem comigo analisar

Contratos de Exploração!”
Eles eram de Concessão

E também de Partilha,
E virei o Rei da Planilha,

Encontrei o meu recanto!
Até viajei um tanto,

Assessorando negociação,
Muita conta e reunião,

Buscando oportunidade.
Foram 11 anos na idade!

4 de Outubro de 1999
Estava bem realizado
Quando veio o chamado!

Precisavam de mim!
Almejada missão, enfim!

E lá nos Estados Unidos.
Eram os sonhos atendidos!

Seria um gerente novato
E o desafio era um fato!

Situações bem complexas
Mas fomos todos pro Texas!

Como a responsabilidade requer,
Nos mudamos eu e mulher,

Mais sogra, cunhado e crianças.
Contabilidade e Finanças

Viraram meu dia a dia. 
Um mundo que não conhecia,

E com gente de todo plano:
Tinha até americano!

Emoção de tudo que é jeito!
Procurei fazer direito,

Mas penei um bocado,
Deixando um pouco de lado

O convívio familiar,
Até a missão terminar!

Foram 4 anos intensos...
Intensos e tensos momentos!

Felizmente, sobrevivi,
E cheguei feliz aqui.

4 de Janeiro de 2004
Fiz de tudo um pouco
Não era fácil, tampouco!

Aprendi Comunicação
Com a melhor profissional então.

4 de Setembro de 2004
Mas voltei ao Portfolio,
À procura do petróleo,

Buscando fincar raízes
Apenas naqueles países 

De fora da América Latina.
Mas como era minha sina,

4 de Outubro de 2008
Voltei ao patamar
De ativos consolidar!

1º de Abril de 2011
O final foi na Estratégia,
Aprendendo de forma régia

Como prever o futuro!
Como todo início, foi duro,

Mas a equipe me ensinou,
E mesmo alguns prêmios ganhou!

Foi meu último posto gerente.
Depois tive um ano contente!

16 de Junho de 2015
No E&P, encontrei abrigo,
Com velhos e novos amigos.

16 de Setembro de 2016
Total: 13007 dias !
Na maior parte, alegrias,

Fica uma boa lembrança
E agora, a esperança

Que a empresa se levante!
De fora, sigo adiante!

Muitas pessoas a lembrar...
Seria injusto listar!

Limito minha seleção
Aos dedos de uma mão

Destaco cinco amigos
A quem sempre bendigo:

Além do guru Adauto,
Que me propôs um salto

E mudou minha carreira,
Bertani, Camargo, Figueira,

E a Márcia da Comunicação!
Estão todos em meu coração!

Sem mais então me despeço,
Desejando a todos sucesso!

A todos meu muito obrigado,
E seguimos conectados!

Para tanto, não há qualquer truque:
Deixo Blog, Email e Facebook!