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terça-feira, 29 de novembro de 2016

“O JANTAR ESTÁ SERVIDO!”, diz Raphael Montes

Na verdade, este é um dos capítulos do novo sucesso do jovem escritor (sim, porque será um sucesso!!!) JANTAR SECRETO.

E era também um dos possíveis títulos do livro, e até o meu preferido, e de seus editores, segundo ele, em uma entrevista que vi na última Bienal, mas ele bateu firme.

Seja minha preferência ou não, o livro é um espanto.

ESCATOLÓGICO .... ESTONTEANTE ... ESPETACULAR!!!

Nada define melhor seu estilo do que a crítica do The Guardian, jornal britânico, que topa a capa do livro: “RM é capaz de aliar a atmosfera de suspense de Alfred Hitchcock com o humor negro de Quentin Tarantino”

E bota Tarantino nisso!!!!

Se quiser outras citações, a editora Companhia das Letras não economizou.... a contracapa dá depoimentos de Zuenir Ventura, João Emanuel Carneiro e Jeffrey Deaver, que, aliás, deve estar se roendo de inveja de alguém ter feito um livro ainda mais sangrento que ‘O Colecionador de Ossos’!!! 

Aliás (de novo!), a foto da contracapa está perfeita, vejam lá no final!! Eu reconheço quem é o garçom! Aposto que, se virar filme, e vai virar, XXX-Rated, ele deve fazer um cameo, aparecendo numa ponta .... ou ,quem sabe, se arriscar no papel principal, como ator... não... ele não é tão eclético .... brilhante, sim, mas não vai jogar em todas!!!

Resenha? Precisa mesmo? Ainda não ficou com vontade de ler? Então, vai lá!!!

Grupo de jovens do interior do sul do Brasil se instala em Copacabana para cursar universidades, e em meio a dificuldades financeiras, acabam criando um negócio altamente lucrativo: promover jantares com carne de gaivota!!!
GAIVOTA??? 
Eu também pensei em começar este post com:

No Ano de 2020 ... digo .... 2016

Entendedores entenderão!!!

#soylentgreen
#jantarsecreto
#raphaelmontes
#novohitchcok

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Mas Será o Benedict???

Poxa.... eu já ia me esquecendo de comentar sobre Dr. Strange!! Assisti quase na estréia....

E merece o comentário!! 

Muito e principalmente por mais um papel intrigante de Benedict Cumberbatch.

Ele conquistou o público brasileiro com sua indefectível atuação como Sherlock Holmes, na telinha, entrou arrasando na telona, como Kahn, o maior vilão de Jornada nas Estrelas (histórico, desde os anos sessenta, na TV, e depois no cinema em 1981), no segundo filme da retomada – Star Trek – Beyond Darkness (link), e até concorreu a um Oscar, indicação absolutamente merecida por retratar Alan Turing, herói gênio da Segunda Guerra e mesmo assim perseguido por ser gay.... e só não ganhou porque Alan concorria com Stephen Hawkings, impecavelmente retratado por Eddie Redmayne.

Agora resolveu ganhar dinheiro de verdade e sucumbiu ao Universo Marvel!!! Sim, porque certamente haverá continuações!! Ele está brilhante! Ele é Dr. Stephen Strange, renomado neurocirurgião, arrogante, sabe-tudo, dono da verdade, esbanjador, que de repente vê sua vida desmoronar porque suas mãos, razão de seu ganha-pão, são destruídas em um acidente de carro (mas que carro!!). Desesperado, renega suas convicções lógicas, e procura ajuda fora da razão, viaja ao Nepal (que já tem wi-fi) e se descobre um espetacular mágico, que só necessita de polimento e treinamento, que a gente começa a acompanhar....

Destaque para os diálogos bem-humorados, especialmente aqueles que envolvem seu próprio nome, para aos efeitos especiais (até exagerados), para o vilão Le Chiffre, isto é, o mesmo ator dinamarquês que torturou James Bond em Casino Royale, e para mais uma hilária (literalmente... vocês verão!) aparição de Stan Lee, numa pontinha (cameo), como ele sempre faz em todos os filmes que retratam suas brilhantes histórias em quadrinhos.

Ao final, não se levantem das poltronas e aguardem as cenas pós-créditos ... eu disse ‘cenas’, no plural!!!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Eu acredito no CINEMA - by Kaio Caiazzo


Kaio Caiazzo é um jovem cineasta, amigo do Felipe, admirador da Baleia, e de boa música e de bom cinema. 

Abro espaço aqui para uma de suas marcantes declarações, que peguei no Facebook, desta vez, de amor ao cinema, num momento difícil de sua vida.

Nunca eu selecionei o marcador deste post, 'Cinema', com tanta propriedade!


Chego a ter vergonha de mostrar-lhe minha lista dos 300 melhores filmes a que assisti... mas deixo-a aqui... 

Aqui vai!!
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Em tempos de angústias e dores, eu acredito no Cinema. E acredito piamente, com a mesma fé e devoção do mais fiel religioso. Meus deuses respondem por diversos nomes e nacionalidades, todos com o mesmo impacto de resignificar a existência através dos mais belos milagres visuais.

E ave Antonioni, Wilder, Fellini, Kubrick, Dreyer, Lang, Mauro, Welles e muitos outros - alguns até ainda encarnados entre nós, embora já com lugar garantido à Eternidade. Eu acredito na poesia de Chaplin ao realizar - numa cabana com frio, fome e desilusão - a mais bela apresentação já executada com pães. Eu acredito na postura segura de Buster Keaton enquanto uma casa cai em sua cabeça, sem acertá-lo. Acredito na grandiosa cidade de Metropolis, tão impossível de ser realizada nos anos 20, e ainda assim lá tão imponente e atemporal. Acredito no olhar de Lillian Gish e em tudo que sua profundidade pode despertar. Ou nas lágrimas da Joana D'Arc de Falconetti, as mais sinceras que uma câmera já captou. Acredito em Carmen Santos e sua onipotência em cada frame. Acredito nas mil faces de Lon Chaney, Alec Guinness e Peter Sellers. Acredito em Norma Desmond e em Charles Foster Kane. Acredito que dançar na chuva até pode ser legal, desde com Gene Kelly ao lado. Acredito nas estrelas da Atlântida, dispostas a iluminar qualquer tipo de escuridão. Ou na luz das crianças que invocam Orfeu Negro ao som de Tom Jobim em algum morro do Rio de Janeiro. Desconfio da Humanidade dos indiferentes diante de Danúbio Azul no espaço.

E muitas vezes imagino o imenso vazio que me sobraria sem a Magia do Cinema. Pois certamente não consigo separar Cinema da noção de Magia - um de seus "descobridores", um legítimo mágico e ilusionista movido pela irresistível indagação "e se?". E se?, a tal pergunta que move o mundo desde sempre. No meu caso, "e se não houvesse Cinema?"... Realmente não sei. Não é algo imaginável, cá entre nós. No princípio não era o verbo, e sim as sinfonias visuais que carregavam em imagens silenciosas a essência do mundo. Fosse mudo, sonoro, colorido, repleto de efeitos especiais ou 3D. Independente da trama, personagem ou direção de Arte.

É no Cinema que renovo as energias e esperanças em um Futuro que vale a pena ser vivido e compartilhado. A luz do projetor rumo à tela atravessa minha vida e lhe renova o significado. É onde justifico meu mais sincero sorriso e acordo diariamente para continuar o sonho, acordado. É o que vivo, leio, pratico, escrevo, sinto, respiro. Apesar de todo caos, e acima dele, é no que acredito. Sem medo de ser julgado, e com toda intensidade possível. Posso suspirar aliviado.


Eu acredito no Cinema.

domingo, 20 de novembro de 2016

Dia da Consciência Pesada, digo, Negra

Altas Horas me lembrou
É o dia de lembrar!!

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Porque eu era contra....

Porque eu balancei....
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Hoje, celebra-se em cerca de 1200 municípios, de 16 estados brasileiros, o Dia da Consciência Negra, o dia em que Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares foi morto, em 1695. Desde 2011, um decreto presidencial diz que é facultativo a cada município adotar ou não o dia como feriado.Interessante notar que o estado com maior número de municípios aderentes é o Rio Grande do Sul, com mais de 500, e que a Bahia, estado em que se encontra uma das maiores concentrações de habitantes da raça negra, tem apenas 3.... e entre eles não está Salvador.


Zumbi era líder de uma espécie de reino que chegou a ter o tamanho de Portugal, no interior do estado da antiga Bahia, onde se abrigava os escravos fugidos. Apesar de haver controvérsias sobre seu comportamento como líder, afinal dizia-se que ele mesmo acabou tendo escravos no auge do poder, não há dúvida de que é um exemplo de resistência a ser celebrado. Afinal, a causa pela qual lutou é uma mancha na História do Brasil. Nosso país foi segunda maior nação escravista da história moderna, o último a abolir a escravidão, o penúltimo país das Américas a abolir o tráfico negreiro, e o maior importador de escravos de todos os tempos. Muitos dizem que o país não seria tão grande como é não fossem os escravos, mas isso não permite que se admita a forma como tudo foi feito.

Ainda acho um exagero fazer um feriado por causa desse motivo, mas desde que li 1808 (comentei sobre o livro neste post), balancei. Fiquei enojado com o jeito que tratávamos os escravos, e não temo em repetir o que escrevi, agora...

Nunca na história deste planeta apareceu outro país que mais se tenha dedicado ao sequestro de gente para trabalhar de graça e contra a vontade, como o nosso. Foram quase 400 anos sem sair de cima. Tivemos aqui 10 milhões de escravos negros. E aí vem uma estatística impressionante: isso representa 45% do número de nativos que foram tirados de suas tribos. O restante sucumbia, ou no traslado da tribo ao porto, ou na prisão aguardando a deportação ou na viagem oceânica em condições sub-humanas, ou na chegada enquanto aguardavam o destino final, em verdadeiros depósitos de gente. A descrição das condições da viagem são de arrepiar:  
Os navios negreiros que chegam ao Brasil apresentam um retrato terrível das misérias humanas. O convés é abarrotado por criaturas, apertadas umas às outras tanto quanto possível. Suas faces melancólicas e seus corpos nus e esquálidos são o suficiente para encher de horror qualquer pessoa não habituada a esse tipo de cenaMuitos deles, enquanto caminham dos navios até os depósitos onde ficarão expostos para venda, mais se parecem com esqueleto ambulantes, em especial as crianças. A pele, que de tão frágil parece ser incapaz de manter os ossos juntos, é coberta por uma doença repulsiva, que os portugueses chamam de sarna 
Sendo assim, se tivemos 10 milhões de escravos, numa continha rápida,  isso significa que 11 milhões de seres humanos) foram assassinados, sim, isto caracteriza um assassinato. Mais que isso, pela dimensão, caracteriza genocídio!! 
Isso sem contar os que foram assassinados aqui mesmo, enquanto já possuídos por algum senhor. A forma como eram tratados por aqui..... Marcados como gado, comercializados  como gado, açoitados a cada falha: 

...recomendava-se que não se utrapassasse 40 chibatadas, mas há relatos de 200, 300 até 600 açoites num só castigo.... as costas ou nádegas ficavam em carne viva ... numa época sem antibióticos, havia risco de morte por gangrena ou infecção generalizada, e o que se fazia, banhava-se o escravo com uma mistura de sal, vinagre e pimenta malagheta numa tentativa de evitar a infecção... 
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Portanto, amigos, salve Zumbi, que lutou contra tudo isso aí de cima.

Homerix Com a Consciência Pesada Ventura

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

60 (mais 3) Erros - Vamos aprender a escrever e a falar?

Recebi de uma amiga esta lista de 60 erros comuns, com o errado, o certo e a explicação, achei muito legal, até aprendi uns poucos. Eles entitularam como sendo comuns no mundo do trabalho, mas eu facilmente expando para fora do trabalho, e principalmente na rede, onde se vêem muitas barbaridades... até encontrei a figura ao lado, que bem caracteriza o fenômeno.

Após a leitura de todos os erros alertados,  senti falta de 3, muuuito comuns... Começo por eles!

61. "Pra mim fazer" / "Pra eu fazer"
Erro: Ele pediu pra mim analisar este texto.  
Forma correta: Ele pediu pra eu analisar este texto.
Explicação: "Mim" não faz nada. Não é sujeito.
Aliás, esse erro é conhecido como 'língua de índio"
62. "Meia boa" / "Meio boa"
Erro: Esta laranja é meia estragada. 
Forma correta: Esta laranja é meio estragada.
Explicação: "Meio" é advérbio, invariável em gênero e número.
Aliás, a frase de cima até pode estar correta, se significar "metade",  
63. "Seje" / "Seja"
Erro: Eu acredito que ele seje boa pessoa. 
Forma correta: Eu acredito que ele seja boa pessoa. 
Explicação: 3ª pessoa do presente do subjuntivo do verbo "ser" é "seja". 
Aliás, pelamordideus, esta é muito grave!!
Eu até acrescentaria mais um ... o uso de  'Menas', mas este é impossível até de analisar, de tão errado... 
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Agora sim, aos 60!!!

60 ERROS DE PORTUGUÊS MUITO COMUNS NO MUNDO DO TRABALHO

1. “São suficientes” / “É suficiente”
Erro: Cento e cinquenta dólares são suficientes para as diárias no exterior. 
Forma correta: Cento e cinquenta dólares é suficiente para as diárias no exterior. 
Explicação: O verbo ser é invariável quando indicar quantidade, peso, medida ou preço.
2. “Em vez de” / “Ao invés de”
Erro: Ao invés de mandar um e-mail, resolvi telefonar. 
Forma correta: Em vez de mandar um e-mail, resolvi telefonar. 
Explicação: “Em vez de” é usado como substituição, enquanto a expressão “ao invés de” é usada como oposição.
3. “A nível de” / “Em nível de”
Erro: A nível de proposta, o assunto deve ser mais discutido” 
Forma correta: Em relação à proposta, o assunto deve ser mais discutido. 
Explicação: A expressão “a nível de” só está correta quando significar “à mesma altura”. “Hoje, Santos acordou ao nível do mar”. Também podemos usar a expressão “em nível” sempre que houver “níveis”: “Esse problema só pode ser resolvido em nível de diretoria”.
4. “A meu ver” / “Ao meu ver”
Erro: “Ao meu ver, o evento foi um sucesso”. 
Forma correta: “ A meu ver, o evento foi um sucesso”. 
Explicação: Não se deve usar artigo nessas expressões, em que o substantivo ver significa “opinião, juízo”: a meu ver, a seu ver, a nosso ver. Também não se usa artigo em estar a par: Estavam todos a par (e não ao par) dos últimos acontecimentos.
5. “Maiores informações” / “Mais informações”
Erro: Para maiores informações, entre em contato com a Central de Atendimento. 
Forma correta: Para mais informações, entre em contato com a Central de Atendimento. 
Explicação: “Maior” é comparativo, portanto não se aplica a esse caso.
6. “A” / “há”
Erro: Trabalho nesta empresa a dez anos. 
Forma correta: Trabalho nesta empresa há dez anos. 
Explicação: Para indicar tempo passado, usa-se “há”. O “a”, como expressão de tempo, é usado para indicar futuro ou distância. (A empresa fica a dez minutos do centro.)
7. “Acerca de” / “a cerca de”
Erro: Na reunião, discutiu-se a cerca de corte de gastos. 
Forma correta: Na reunião, discutiu-se acerca de corte de gastos. 
Explicação: “Acerca de” significa a respeito de. A cerca de indica aproximação. (Ex: A empresa fica a cerca de 5 km daqui.)
8. “Meio-dia e meio” / “Meio-dia e meia”
Erro: A reunião começará ao meio-dia e meio. 
Forma correta: A reunião começará ao meio-dia e meia. 
Explicação: Devemos utilizar a expressão meio-dia e meia sempre que quisermos referir a décima segunda hora do dia mais trinta minutos, ou seja, o meio-dia mais meia hora.
9. “Supérfluo” / “supérfulo”
Erro: Os gastos naquele setor foram supérfulos. 
Forma correta: Os gastos naquele setor foram supérfluos. 
Explicação: Supérfluo significa demais, desnecessário. Embora seja uma palavra que muitas vezes ouvimos, “supérfulo” não existe.
10. “Em mãos” / “em mão”
Erro: O motorista entregou a carta em mãos. 
Forma correta: O motorista entregou a carta em mão. 
Explicação: A segunda opção sempre foi considerada a correta, porém, atualmente, as duas formas são aceitas por alguns dicionários.
11. “Segmento” / “Seguimento”
Erro: O seguimento de mercado mostrou-se propício a investimentos. 
Forma correta: O segmento de mercado mostrou-se propício a investimentos. 
Explicação: Segmento é sinônimo de seção, parte. Seguimento é o ato de seguir. (Ex: O projeto de implantação da ciclovia não teve seguimento.)
12. “Por hora” / “Por ora”
Erro: O diretor afirmou que, por hora, não poderia responder. 
Forma correta: O diretor afirmou que, por ora, não poderia responder. 
Explicação: A expressão “por hora” refere-se a tempo. “Por ora” expressa o sentido de “por enquanto”.
13. “Meu óculos” / “meus óculos”
Erro: Ele havia esquecido seu óculos no restaurante. 
Forma correta: Ele havia esquecido seus óculos no restaurante. 
Explicação: As palavras ligadas ao substantivo “óculos” devem ser flexionadas para o plural.
14. “Onde” / “Em que”
Erro: Participei da reunião onde foram tomadas várias decisões sobre os benefícios dos trabalhadores. 
Forma correta: Participei da reunião em que (ou na qual) foram tomadas várias decisões sobre os benefícios dos trabalhadores. 
Explicação: A palavra onde é um advérbio de lugar e, portanto, só deve ser usada referindo-se a lugar. Em outros sentidos, utilize a expressão em que ou no/a qual.
15. “É proibido” / “É proibida”
Erro: É proibido a entrada de pessoas não autorizadas. 
Forma correta: É proibida a entrada de pessoas não autorizadas. ou É proibido entrada de pessoas não autorizadas. 
Explicação: Deve-se fazer a concordância somente quando o substantivo estiver acompanhado, por exemplo, de artigo, pronome demonstrativo, pronome possessivo.
16. “A prazo” / “À prazo”
Erro: Os produtos podem ser comprados à vista ou à prazo. 
Forma correta: Os produtos podem ser comprados à vista ou a prazo. 
Explicação: Não existe crase antes de palavra masculina. Portanto, deve-se escrever: a prazo, a pé, a cavalo, a bordo.
17. “Vem” / “veem”
Erro: Os gerentes vem ao setor todos os dias e vêem o desempenho dos colaboradores. 
Forma correta: Os gerentes vêm ao setor todos os dias e veem o desempenho dos colaboradores. 
Explicação: Vem corresponde ao verbo VIR e recebe acento na 3ª pessoa do plural do presente do Indicativo. Veem corresponde ao verbo VER e, segundo o Novo Acordo Ortográfico, não recebe mais acento na 3ª pessoa do plural do presente do Indicativo.
18. “Anexo” / “Anexa” / “Em anexo”
Erro: Encaminho anexo os documentos solicitados. 
Forma correta: Encaminho anexos os documentos solicitados. 
Explicação: Anexo é adjetivo e deve concordar em gênero e número com o substantivo a que se refere. Ex: Segue anexa a carta de apresentação. Obs: Muitos gramáticos condenam a locução “em anexo”; portanto, dê preferência à forma sem a preposição.
19. “Eminente” / “Iminente”
Erro: Pedro é uma figura iminente na empresa. 
Forma correta: Pedro é uma figura eminente na empresa. 
Explicação: Eminente quer dizer notável. Iminente significa prestes a acontecer.
20. “Seção” / “Sessão” / Cessão
Erro: A seção dos direitos autorais desta obra criou polêmica. 
Forma correta: A cessão dos direitos autorais desta obra criou polêmica. 
Explicação: Seção significa divisão de repartições públicas, parte de um todo, departamento. Sessão significa espaço de tempo de uma reunião deliberativa ou de um espetáculo. Cessão refere-se ao ato de ceder.
21. “Aspirar” / “Aspirar a”
Erro: Ele aspira o cargo de gerente nesta empresa. 
Forma correta: Ele aspira ao cargo de gerente nesta empresa. 
Explicação: O verbo aspirar no sentido de sorver não admite preposição em sua regência. Aspirar, no sentido de almejar, exige a preposição a.
22. “Online” ou “on-line”
Erro: Haverá um treinamento online para os colaboradores. 
Forma correta: Haverá um treinamento on-line para os colaboradores. 
Explicação: O “VOLP” – Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa – registra “on-line” com hífen.
23. “Curriculum” / Currículo”
Erro: Os candidatos deverão entregar o currículo no RH. 
Forma correta: Os candidatos deverão entregar o curriculum (ou currículo) no RH. 
Explicação: Curriculum vitae é uma expressão latina, mas já foi aportuguesada: currículo. Ambas formas estão corretas: curriculum vitae ou currículo (com acento).
24. “Porque” / “Por que”
Erro: Ninguém soube porque o diretor cancelou a reunião. 
Forma correta: Ninguém soube por que o diretor cancelou a reunião. 
Explicação: Porque é conjunção e tem a função de unir duas orações coordenadas. Por que é usado em frases interrogativas e, também, aparece nos casos em que puder ser substituído por “pelo qual” ou “por qual razão”.
25. “Este” / “Esse” / “Aquele”
Erro: Na reunião, serão discutidos esses itens a seguir: 
Forma correta: Na reunião, serão discutidos estes itens a seguir: 
Explicação: Observe a regra: “Estes itens.” (Você ainda irá citar); “Esses itens.” (Você já citou).
Nossa, esta acima eu achei ótima!!! 
26. “Exceção” / “Excessão”
Erro: Para toda regra, há uma excessão. 
Forma correta: Para toda regra, há uma exceção. 
Explicação: O correto é exceção. Cuidado para não confundir com excesso.
27. “10 a 20 de março” / “10 à 20 de março”
Erro: O curso será de 10 à 20 de março. 
Forma correta: O curso será de 10 a 20 de março. 
Explicação: Observe que não há artigo combinado com a preposição de; portanto, também não haverá artigo no passo seguinte, estando correto “de tal dia a tal dia”, sem crase.
28. Crase na indicação de páginas
Erro: Os advogados fizeram a leitura da página 5 a 15 do acordo trabalhista. 
Forma correta: Os advogados fizeram a leitura da página 5 à 15 do acordo trabalhista. 
Explicação: A palavra “página” está implícita após o “à”, o que justifica o acento grave, que indica que há crase (fusão de “a” preposição + “a” artigo feminino.
29. “1,5 milhão” / “1,5 milhões”
Erro: Em 2016, foram gastos no país 1,5 milhões de cartuchos de impressora. 
Forma correta: Em 2016, foram gastos no país 1,5 milhão de cartuchos de impressora. 
Explicação: A unidade “milhão” só é flexionada para o plural a partir do segundo milhão, ou seja, 2 milhões. Portanto, deve-se observar o número que antecede a vírgula e lembrar que numerais como “milhão”, “bilhão” e “trilhão” devem concordar com esse número.
30. “A todos” / “À todos”
Erro: Bom dia à todos. 
Forma correta: Bom dia a todos. 
Explicação: Não há crase antes de pronomes indefinidos (muitos, poucos, nenhuma, todos, pouca, alguma).
31. “A partir” / “À partir”
Erro: À partir da próxima semana, não será permitida a entrada sem o crachá de identificação. 
Forma correta: A partir da próxima semana, não será permitida a entrada sem o crachá de identificação. 
Explicação: Não há crase antes de verbo.
32. “Obrigado” / “Obrigada”
Erro: Obrigado pela ajuda – disse Clara. 
Forma correta: Obrigada pela ajuda – disse Clara. 
Explicação: “Obrigado” é variável e concorda com a pessoa que fala. A mulher diz “obrigada”. O homem, “obrigado”.
33. “Pagou o engenheiro” / “Pagou ao engenheiro”
Erro: Ao término da obra, a empresa pagou o engenheiro. 
Forma correta: Ao término da obra, a empresa pagou ao engenheiro. 
Explicação: O verbo “pagar” exige dois complementos – um deles acompanhado de preposição (pessoa) e o outro sem preposição (coisa). Assim: Paguei (o serviço) ao engenheiro.
34. “Houve” / “houveram”
Erro: Houveram dois problemas. 
Forma correta: Houve dois problemas. 
Explicação: O verbo “haver” no sentido de existir não tem sujeito, por isso fica sempre na terceira pessoa do singular. “Há dez problemas”, “houve dez problemas”. Vale a mesma regra quando os verbos “haver” e “fazer” indicam tempo: “Faz dois anos que nos encontramos”.
35. “Deve haver” / “Devem haver”
Erro: Devem haver muitas pessoas naquele auditório. 
Forma correta: Deve haver muitas pessoas naquele auditório. 
Explicação: O verbo haver, no sentido de existir, é impessoal, ou seja, só é usado no singular. Quando acompanhado de um verbo auxiliar, no caso, “deve”, este também se torna impessoal.
36. “Em baixo” / “Embaixo”
Erro: O documento caiu em baixo do móvel. 
Forma correta: O documento caiu embaixo do móvel. 
Explicação: Embaixo é advérbio de lugar. Em baixo é adjetivo. (Ex: Falavam em baixo tom.)
37. “Voo” / “Vôo”
Erro: Aquelas pessoas quase perderam o vôo. 
Forma correta: Aquelas pessoas quase perderam o voo. 
Explicação: O Acordo Ortográfico eliminou o acento circunflexo no primeiro “o” do hiato final “oo”. Assim: voo, zoo, perdoo, abençoo etc.
Protesto veementemente.... essa reforma idiota!! 
38. “Estender” / “Extender”
Erro: A reunião se extendeu além do tempo previsto.Forma correta: A reunião se estendeu além do tempo previsto.Explicação: O correto é estender, que significa prolongar, alongar, alargar. Extender não existe.
Podia acrescentar que o verbo é com 'x' ... Extensão 
39. “Há dois anos” / “Há dois anos atrás”
Erro: Há dois anos atrás, o contrato foi assinado. 
Forma correta: Há dois anos, o contrato foi assinado. 
Explicação: É redundante dizer “Há dois anos atrás”, pois o “Há” já dá ideia de tempo decorrido.
Só é permitido se for licença poética. Raul Seixas está perdoado por ter nascido "há 10.000 anos atrás" (que aliás, não é com "z")
40. “Bastante” / “Bastantes”
Erro: Há bastante motivos para a demissão daquele colaborador. 
Forma correta: Há bastantes motivos para a demissão daquele colaborador. 
Explicação: Bastante/Bastantes é pronome indefinido e deve concordar com o substantivo a que se refere. Na dúvida, faça a substituição por “muito/muitos”. Também pode ser advérbio, mas, nesse caso, permanecerá invariável.
.... e eu sempre me confundo ... pois é estranho...  
41. “Zero hora” / “Zero horas”
Erro: A decisão entra em vigor a partir das zero horas de amanhã. 
Forma correta: A decisão entra em vigor a partir da zero hora de amanhã. 
Explicação: O substantivo “hora” concorda com o numeral “zero”.
42. “Horas extra” / “Horas extras”
Erro: O colaborador precisou fazer muitas horas extra. 
Forma correta: O colaborador precisou fazer muitas horas extras. 
Explicação: “Extra” é um adjetivo, portanto deve concordar com o substantivo a que se refere.
43. “Vir” / “Ver”
Erro: Quando você ver seu extrato, identificará o estorno do valor. 
Forma correta: Quando você vir seu extrato, identificará o estorno do valor. 
Explicação: Vir é a flexão do verbo VER na 3ª pessoa do singular do Futuro do Subjuntivo.
44. “Interviu” / “Interveio”
Erro: A diretora interviu na decisão. 
Forma correta: A diretora interveio na decisão. 
Explicação: Interveio é a flexão do verbo intervir na 3ª pessoa do singular do Pretérito Perfeito do Indicativo. Significa interferir, participar, interceder.
É só pensar no verbo 'Ver', que tem mesma terminação: ele "veio" ... portanto, "interveio"  
45. “Através” / “por meio”
Erro: O cliente soube da alteração através do e-mail. 
Forma correta: O cliente soube da alteração por meio do e-mail. 
Explicação: Por meio significa “por intermédio”. A locução através de expressa a ideia de atravessar. (Ex: Olhou através da janela.)
46. “Clipe” / “clipes”
Erro: Ele fixou os papéis com um clips. 
Forma correta: Ele fixou os papéis com um clipe. 
Explicação: Clipe é aquela peça de metal usada para prender folhas. Patenteado na Alemanha, é conhecido como clip (pl. clips) nos países de língua inglesa. No Brasil, deve ser chamado de clipe (pl. clipes).
47. “Responder o” / “Responde ao”
Erro: O gerente não respondeu o meu e-mail. 
Forma correta: O gerente não respondeu ao meu e-mail.  
Explicação: A regência do verbo responder, no sentido de dar a resposta a alguém, exige a preposição “a”.
O mesmo se aplica ao verbo 'Assistir', quando se referir a peças, filmes, etc. 
48. Vírgula entre sujeito e verbo
Erro: O gerente de marketing, copiou as informações. 
Forma correta: O gerente de marketing copiou as informações. 
Explicação: A vírgula é um sinal de pontuação que marca uma pausa de curta duração. É usada para separar termos dentro de uma oração ou orações dentro de um período, mas nunca deve ser colocada entre o sujeito e o verbo.
49. “No aguardo de” / “Ao aguardo de”
Erro: Ficarei no aguardo de providências. 
Forma correta: Ficarei ao aguardo de providências. 
Explicação: Ficamos sempre ao aguardo ou à espera de, nunca no aguardo de ninguém ou na espera de alguma coisa.
50. “Mas” / “Mais”
Erro: Ele é dedicado, mais costuma se atrasar. 
Forma correta: Ele é dedicado, mas costuma se atrasar. 
Explicação: Mas é conjunção adversativa e significa “porém”. Mais é advérbio de intensidade.
51. “Obrigado” / “Obrigados”
Erro: Muito obrigado! – disseram os homens. 
Forma correta: Muito obrigados! – disseram os homens. 
Explicação: “Obrigado” deve vir no plural caso se refira a mais de uma pessoa.
Esta eu chego a duvidar de tão estranha  
52. “Imprimido” / “Impresso”
Erro: Ele havia impresso todos os documentos naquele dia. 
Forma correta: Ele havia imprimido todos os documentos naquele dia. 
Explicação: O verbo imprimir tem duas formas de particípio – impresso e imprimido. Com os verbos ter e haver, deve-se usar a forma “imprimido”, e com os verbos ser e estar, “impresso”. Ex: Os documentos foram impressos naquela máquina.
53. “Precisa-se” / “Precisam-se”
Erro: Precisam-se de motoristas. 
Forma correta: Precisa-se de motoristas. 
Explicação: Nesse caso, a partícula “se” tem a função de tornar o sujeito indeterminado. Quando isso ocorre, o verbo permanece no singular.
54. “Há pouco” / “A pouco”
Erro: Os gestores chegarão daqui há pouco. 
Forma correta: Os gestores chegarão daqui a pouco. 
Explicação: “Há pouco” indica tempo decorrido. “A pouco” dá ideia de uma ação futura.
55. “Chego” / “Chegado”
Erro: A secretária havia chego atrasada na reunião. 
Forma correta: A secretária havia chegado atrasada na reunião. 
Explicação: O particípio do verbo chegar é chegado. Chego é 1ª pessoa do Presente do Indicativo.(Ex: Eu chego na hora do almoço).
56. “Entre eu e você” / “Entre mim e você”
Erro: Entre eu e você, há uma sintonia de ideias. 
Forma correta: Entre mim e você, há uma sintonia de ideias. 
Explicação: Eu é pronome pessoal do caso reto e só pode ser usado na função de sujeito, ou seja, antes de um verbo no infinitivo, como no caso: “Não há nada entre eu pagar e você usufruir também.”
57. “Senão” / “Se não”
Erro: É melhor ele comparecer, se não irá perder a vaga. 
Forma correta: É melhor ele comparecer, senão irá perder a vaga. 
Explicação: Senão significa “caso contrário”. Se não é usado no sentido de condição. (Ex: Se não chover, poderemos sair.)
58. “Deu” / “Deram” tantas horas
Erro: Deu dez da noite e ele ainda não chegou. 
Forma correta: Deram dez da noite e ele ainda não chegou. 
Explicação: Os verbos dar, bater e soar concordam com as horas. Porém, se houver sujeito, deve-se fazer a concordância: “O sino bateu dez horas.”
59. “Chove” / “Chovem”
Erro: Chove reclamações quando há aumento no preço do combustível. 
Forma correta: Chovem reclamações quando há aumento no preço do combustível. 
Explicação: Quando indica um fenômeno natural, o verbo chover é impessoal e fica sempre no singular. No sentido figurado, faz-se a flexão verbal.
60. “Chegar em” / “Chegar a”
Erro: Os estagiários chegaram atrasados na reunião. 
Forma correta: Os estagiários chegaram atrasados à reunião. 
Explicação: Verbos de movimento exigem a preposição “a”.
Serve também para o verbo "Ir"! Você nunca vai NO banco... você vai AO banco .. você só vai NO banco se você for sentado daqui ali em um banco!! 

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

A Arma Escarlate em nossas mãos.

Era 11.11.11
E recebíamos em casa o primeiro exemplar!
Peso, Volume, Densidade em apropriadíssimo duplo sentido...
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Ele chegou! 
Ele existe!

E olha só em que dia: 
11.11.11  .... e que venham os fluidos positivos!
Ele é mais pesado que o ar  (e vai voar, assim tenho fé!)
Ele tem peso, mais especificamente, 500 gramas.
Ele tem dimensões, 21 cm x 14 cm x 3 cm.
Ele tem, portanto, volume, de 882 cm3 .
Ele tem, portanto, densidade,   0,57 kg/l.




Ele é lindo, não é? (e a camiseta está, como dizem aqui no Rio, maneira!!)

Ele tem orelhas, que não ouvem, mas dizem muito.
  1. Na frontal, um trecho inteirinho do livro, com uma conversa entre Hugo e seu professor.
  2. Na traseira, uma breve biografia da autora.

Além do sentido literal das definições de peso, volume e densidade, o livro os apresenta,  peso, volume e densidade, bem fortes, em seu sentido figurado. As pessoas saberão sobre isso no decorrer da leitura das 549 páginas de sua intensa narrativa, deixarei que formem sua própria opinião.


Bem, pra quem ainda não conhece A Arma Escarlate, encontre aqui neste link, um texto com a sinopse, a Nota da Autora, links importantes e uma entrevista em que conta mais de seus planos.

E, aqui, neste link, o convite para o lançamento, na próxima sexta-feira, e o motivo pelo qual eu denominei a autora de Capitã Gancho.

Aguardamos a peregrinação às livrarias ..... hehehehe.

O Natal vem aí .... penso tratar-se de um ótimo presente!!!

Grande abraço

Homerix Bobíssimo Ventura




domingo, 13 de novembro de 2016

Que momento da Fórmula 1!!!

Hoje foi O dia da Fórmula 1!!
A corrida em Interlagos foi sensacional, Verstappen foi um gênio, emocionante a despedida de Massa, e Hamilton suplantou Prost em vitórias.
Explicando... 
1. o menino Max Verstappen estava com a macaca, queria ganhar a corrida, já na largada deixou Raikonen para trás, passou ileso por várias aquaplanagens espetaculares, mas tomou uma decisão errada, colocando pneus médios apostando na melhora no tempo.... a chuva continuou e ele teve que parar de novo para reparar o erro, voltou em 16° e foi ultrapassando um a um até chegar ao pódio! Sensacional!
2. Massa estava mal, tomou a mesma decisão errada de pneus, mas não teve tempo de corrigir... aquaplanou, bateu e parou na entrada dos boxes. Até aí foi a corrida, e tal, se deu mal, e tal, mas por causa do acidente, entrou o Safety Car e ele pôde retornar devagar a caminho de casa, e foi ovacionado pela torcida, e mais impressionante que isso, passou por um corredor de aplausos de mecânicos de outras equipes, Ferrari inclusive, a equipe onde ele ganhou todas as suas 11 corridas, que o coloca como quarto maior vencedor da história da Casa de Maranello. Não é pouco... é certo que a torcida brasileira esperava ver nele um sucessos dos outros, mas não deu, ele fez o que pôde!!!
3. Lewis Hamilton completou 52 vitórias, uma a mais que Alain Prost, e só tem Schumacher pela frente. Mais que isso, ganho seu primeiro GP do Brasil, apesar de ter conquistado um título aqui em 2008, com um quinto lugar que tirou oi título de Massa, mas nunca havia ganho aqui!!! Rosberg que se cuide!!!

Mas o dia começou com o Esporte realmente Espetacular!

Ótimas entrevistas com Massa, Rosberg e Hamilton, mas o melhor de tudo foi esta foto, que eu absolutamente não conhecia, uma vergonha.... Senna, Prost, Mansell e Piquet, em 1986, em Portugal!!! Que momento!! 

Que grandes duelos proporcionaram esses quatro gênios!!! E a reportagem que fizeram foi sensacional! Até o Galvão Bueno foi bem!!

Bons depoimentos do fotógrafo da foto, que também tirara a foto da lágrima de Senna. Piquet também dava depoimento, mas não houve jeito de tirar algo sobre Senna, mas foi genial sua resposta quando perguntado se um momento como aquele da foto, com quatro gênios competindo se repetiria, e ele disse:
'Pode sim, por exemplo, hoje temos o .... e também o .... ah, sim tem também o .. pô me ajuda aí!!"

sábado, 12 de novembro de 2016

Game of Thrones - O Livro

Como sabem, comecei meu périplo gueimetrônico pelo final.... depois de muito resistir às evidências de que era impossível não aderir à febre, assisti às seis temporadas na TV, seguidinho, me apaixonei, escrevi este resumo (sem spoilers) sobre o que é o universo de George R. R. Martin, e só então fui ler sua obra.... e depois de um mês, terminei Game Of Thrones, o livro 1 da saga. Oitocentas páginas em versão paperback (para combinar com o idioma em que li)... 

Enfim, o que achei ... espetacular!

Achei boa a ordem que as coisas aconteceram comigo. Com a série já vista, imediatamente associava o escrito à imagem nítida que a série deixou, tanto dos personagens, como dos cenários.... Com a leitura em inglês, a descrição dos cenários ou de como era a fisionomia dos personagens passava diretamente das páginas para a cena do filme, não precisei entender 100% das palavras. Passei batido por muitas delas, e até mesmo aprendia o significado de outras, por conta da imagem que estava gravada em minha mente. É verdade que não precisei exercitar muito a imaginação, mas achei melhor assim.

Em compensação, não tive a oportunidade de gostar ou desgostar das escolhas dos atores. Imagino como foram as reações dos leitores de primeira viagem na primeira vez em que viram Eddard, Daenerys, Tyrion, Jon, Arya, Bran, Catelyn e mesmo a (in)Sansa pela primeira vez... bem, talvez a surpresa não deve ter sido tão grande com o anão Tyrion, já que o ator escolhido era figurinha carimbada, acho que não existia outro ator anão tão conhecido.

Limitei a lista de personagens aos citados, não falei em Cersei ou Robert ou Jamie ou Robb ou mesmo Joffrey, pois são aqueles 8 citados acima os escolhidos por George Martin para contar a história, no primeiro livro. Os capítulos são entitulados com seus nomes, e a história evolui segundo o ponto de vista de cada um, com um narrador em terceira pessoa, contando como cada personagem via e sentia o que acontecia. Simplesmente genial sua idéia!

Então, qualquer cena na série que não tem a presença de um dos 8 eleitos, tenha a certeza que não foi escrita no livro. Resolvi assistir de novo à primeira temporada para verificar. Quer exemplos? Uma cena íntima em que Loras depila o peito de Renly, por exemplo, foi ali colocada para deixar claro que os dois são homossexuais, o que não fica claro no livro. Outras? Todas as cenas de prostitutas, claro, desde que Tyryon não esteja nelas!! Aquelas mulheres peladas todas que se vêem na série não estão presentes em nenhuma cena da Família Stark, representada em 6 dos 8 eleitos. Nenhum diálogo íntimo entre Jamie e Cersei está no livro. Nenhum embate irônico entre Lord Varys e Littlefinger está no livro. Se não tem um dos 8, não está no livro. Imagino a dificuldade do roteirista para adaptar para a TV.

Foi ótimo ler, mas não sei se vou encarar o segundo.... são mais 950 páginas.  Bem, no mínimo, vou ler os primeiros capítulos para ver quem são os novos eleitos.... Imagino, por exemplo, que Theon seja um deles, já que há cenas impressionantes com a presença dele, na segunda temporada. E Robb tem que estar também, pois quem contaria sobre seu flerte e as cenas íntimas com a noiva enfermeira? E gostaria muito de saber que titulará o capitulo que conta o episódio Red Wedding... poderia ser Catelyn, mas você sabe..... spoileeeer!!!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Quem Tem Pescoço Tem Medo


O genial Sérgio Bandeira de Mello escreveu hoje que 
o governo do Rio estava contando 
com o ovo no pescoço francês da galinha ...
Imediatamente me lembrei 
de uma de minhas crônicas preferidas.
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Pode não parecer, mas o título deste post 
refere-se a uma crônica de viagem.

Substitua a palavra central por sua correspondente tradução em francês. Uso este pequeno truque para poder mencionar ao longo do texto aquela escondida parte da anatomia humana, evitando assim o chulo som de sua denominação popular. Afinal, tem coisas que se fala, informalmente, mas não se escreve. E a tática será repetida ao longo deste pequeno ensaio, portanto, acostumem-se. Prometo limitar-me ao aspecto higiênico da coisa, ainda que meio escatológico. Afinal, pretendo que o texto possa ser lido por representantes de todas as idades. Assim, tiro o pescoço da reta.

A inspiração para o assunto veio por conta de uma visita que fiz à Turquia em 2007, quando conheci o tratamento correto que é dado pelos modernos banheiros turcos à higiene do pescoço. Chega a ser surpreendentemente simples a solução encontrada pelos construtores daquele país da Ásia. O ensaio foi escrito à época, e o ressuscito agora.


Nestes tempos de blog, entretanto, o texto original tornou-se grande, então dividi-lo-ei (permitam-me a ultrapassada, porém corretíssima, mesóclise) em capítulos. No título dos capítulos utilizei as iniciais do esquisito título -  QTPTM.


Neste intróito, questiono a minha própria colocação aí de cima, quando defini a Turquia como 'país da Ásia'. Não é mentira, mas poderia dizer 'país da Europa', ou ainda 'país do Oriente Médio', sem me afastar muito da verdade.

 São asiáticos, pois grande parte do país está na Ásia, como sua capital Ankara e a Capadócia, terra de São Jorge, e Éfeso, aonde  se diz estar enterrada Nossa Senhora, isso mesmo, que teria se instalado lá em seus últimos anos de vida.


São europeus, pois uma pequena parte do país,  aquela pontinha a noroeste, está na Europa, inclusive a maior parte de Istanbul (com ‘n’ mesmo), cidade histórica que já foi capital do Império Romano, já foi católica, e é tão central, geograficamente falando, que divide os dois continentes, operação sacramentada pelo famosíssimo Estreito de Bósforo, que liga o Mar Negro ao Mar Mediterrâneo (ou quase). 


E, finalmente, muita gente se confunde e considera a Turquia como parte do Oriente Médio, devido a sua forte origem muçulmana, religião de 99% da população, e à proximidade com países realmente do Oriente Médio: por exemplo, boa parte do sul do país é ocupada por uma minoria kurda (20% da população), regionalmente conectada à comunidade kurda do norte do Iraque, grande vizinho do sudeste, que sofria nas mãos do finado Saddam Hussein, ou seja, logo ali! Além do fato de que, aqui no Brasil, qualquer pessoa que viesse daquela região, fosse sírio, libanês, árabe, era inevitavelmente tratado como turco.


Meu conhecimento presencial da Turquia resume-se, entretanto a algumas horas em Istanbul, a capital histórica e alguns poucos dias em Ankara, a capital  oficial do país, aonde, aliás, notei a particularidade urbanístico-arquitetônica que motivou esta série e seu estranho título.

Espero que gostem!!

Todos  os episódios de QTPTM


1. A Ideia  (este)
2. Um Estado Laico

3. Istanbul 
4. O Expresso da Meia Noite 
5. Ankara e a Língua 
6. Um Hábito de Higiene 
7. A Solução Turca 
8. O Original Árabe 
9. A Evolução Oriental