-

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Lembranças Seculares

(... por serem de outro século ...)

Quais são as mais antigas  imagens/situações que vocês se recordam de suas vidas?

Compartilhe, se for de seu desejo!

As minhas? Vou relatar quatro!

A mais antiga foi com 4 anos. Nasci em Santos, cidade de praia, mas meu pai me contava que eu não queria entrar no mar nem por um decreto. Curiosamente, meu primeiro banho de mar a quase 1000 km de minha terra natal, em Guarapari, numa viagem de férias de família. Até hoje me lembro da areia grossa daquela praia.

A segunda foi um ano depois e celebrou 50 anos agora em novembro, com grande repercussão na mídia mundial. Fiquei chocado, e chorei com o assassinato do Presidente Kennedy. Até me lembro de seu filho John John brincando com a bandeira do caixão. 

A terceira foi quando entrei para o Colégio Santista, aos 6 anos, e felizmente tenho registro fotográfico da data.

A quarta foi quase um ano depois, quando se aproximava meu aniversário de 7 anos e o meu irmão, que era 13 anos mais velho (e continua sendo), me levou a uma galeria de rua, no Gonzaga, entrou numa loja de discos e disse: "Escolhe o disco que você quiser!".... adivinha ..... (já contei isso aqui) .... encantei-me com aquela capa de vários jovens fazendo careta em fundo vermelho .... Os Reis do Iê Iê Iê  O original lançado na Inglaterra era em fundo azul; jamais saberei o motivo da tradução de cor para o lançamento brasileiro. A música, como todos sabem,  era contagiante ... e me pegou para sempre..... foi lá que tudo começou!

E vocês? Será que alguém vai aparecer para comentar?

4 comentários:

  1. Homerix, infelizmente não tenho muito para contar, nem fotos para mostrar... Mas louvável essa sua iniciativa, pois faz com que as pessoas dêem uma "rememorada virtual" em suas próprias vidas, suas próprias histórias. Parabéns pela iniciativa ! Abçs, A2

    ResponderExcluir
  2. Homerix, depois do chororô de hoje (lembre-se que você, apesar de alvinegro, é santista) resolvi publicar aqui minhas mais antigas recordações.
    Desfragmentei meu HD mental e descobri algo interessante: não consigo distinguir das recordações mais antigas quais são realmente recordações ou recordações induzidas por fotos tiradas por meu pai, o que seria trapacear.
    Portanto, mais um esforço para separar memórias reais das pseudomemórias visuais. Como fazer isso? Tentando buscar além da memória visual, algum cheiro, sensação tátil, paladar, som associado à mesma memória.
    Tudo muito nebuloso antes de 1963.
    Porque 1963? Porque esse ano foi marcante. Foi em 63 que fomos morar nos USA acompanhando meu pai que fazia lá sua pós-graduação.
    Primeiro NY, onde ficamos uns 3 meses enquanto meu pai fazia (eu acho) o nivelamento na língua inglesa.
    Lembro que nosso prédio tinha uma lavanderia no subsolo com várias máquinas de lavar roupa (isso não tem foto). Lembro de uma ida ao parque de diversões de Coney Island, onde andamos numa montanha russa monotrilho! Os carros eram amarelos e o trilhão, uma viga "I" de uns 30 cm pintada de vermelho, passava no centro do carrinho. As pessoas se acomodavam umas atrás das outras. Fiquei entre meu pai e minha mãe, que me ensanduichavam. Enquanto todos gritavam no sobe-desce eu gritava de dor de estar sendo espremido!
    Lembro também da visita ao Museu de História Natural onde vi pela 1a vez os esqueletos de dinossauros. Meu pai diz que fiquei apavorado e não queria entrar naquele salão. Diz que eu me agarrava no portal e gritava desesperado. Mas isso eu me lembro bem. Eu não estava com medo dos esqueletos. É que, para chegar ao salão dos dinossauros, tinha-se que passar por uma antessala onde estavam expostos 3 mamutes empalhados. Era deles que eu estava com medo!
    Depois nos mudamos para Durham, North Carolina, onde fica a Duke University, onde meu pai faria sua pós.
    Lá eu fui para o kindergarten e depois para o first grade. Aprendi inglês "na marra", brincando com os coleguinhas. Tive meu primeiro contato com os crayons (lápis-cera) dos quais ainda recordo o cheiro. O estojo de Crayola (marca de crayons) tinha umas 40 cores e um apontador (!!) de crayons.
    Aprendi cantigas e histórias infantis e também a jogar baseball nos recreios.
    O trem passava rente à grade da escola e a gente ficava contando os vagões. Aprendi o que é um Caboose (você sabe?).
    Viajamos e passeamos muito.
    Em Wilmington, NC, visitamos um navio da 2a guerra mundial aberto ao público.
    Em Washington DC, lembro do obelisco e das cerejeiras floridas à sua volta.
    Lembro de um passeio às Montanhas Apalaches. Acho que era inverno ou fim de outono. Havia um córrego congelado. Pisei, o gelo era fino e caí na água gelada.
    Lembro do carro do meu pai. Um Dodge 57 com rabo de peixe. O câmbio automático era controlado por apenas 3 botões no painel, à esquerda do volante: D, N e R (drive, neutral e reverse) que, à noite ficavam verdes, iluminados por dentro.
    Lembro da maravilha das cores das árvores no outono.
    Lembro dos cheiros dos meus brinquedos e livros infantis.
    Lembro do leite em caixinha tetra-pak branca e vermelha, tão fácil de abrir.
    Lembro de alguns programas de TV que gostava e senti falta quando voltei ao Brasil: Alvin and the Chimpmunks, Gilligan's Island, MIghty Mouse, Rocky and Bullwinkle...
    Foram só 18 meses mas foram realmente marcantes na minha vida. Graças a essa época aprendi inglês (com um terrível sotaque sulista) que me valeu para o resto da vida. Não só inglês, mas também a versão infantil do AWoL.
    Abs

    ResponderExcluir
  3. Homero
    Tenho alguns textos escritos sobre minhas lembranças desde muito pequeno. São mais de 20 páginas. Penso publicar pois cita muito minha terra natal - Pureza.
    Pureza fica às margens esquerda do Rio Paraiba do Sul no município de São Fidelis - RJ que até o início da década de 1970, era o principal Distrito (Terceiro Distrito) econômico do município.
    Muita coisa para contar desde 1950.

    Itamar

    ResponderExcluir
  4. Minha lembrança mais remota foi provavelmente em 1983 quando eu tinha 4 anos e alguns meses e meu irmão, à época com 1 aninho, rachou a cabeça num vaso de planta na sala (morávamos na Osvaldo Cruz no Flamengo). Lembro que estava de vestido e bolsa da minha mãe (que eu adorava "experimentar") e ela me pegou correndo assim (e depois não lembro de mais nada)... Depois lembro quando moramos por 6 meses no Meridien, em Luanda, Angola e lá serviam queijos após o jantar e meu pai sempre dizia que ele podia comer os queijos e eu ficar com os buraquinhos (e eu aceitava, hahahahaha). Lembro também quando fomos morar na vila da ESPA que eu escolhi a casa pois havia um banheiro rosa. Adorei esse exercício! Super legal a iniciativa! Beijos

    ResponderExcluir