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sábado, 17 de novembro de 2012

Zero Killed ... 1.000 Killed

Na guerra da Secessão, nos Estados Unidos do Século XIX, com os estados do norte, libertários, lutando contra os estados do sul, escravagistas, derramou-se muito sangue irmão. Quando após uma batalha, um capitão de tropa chegava ao quartel sem nenhuma perda, sem nenhuma baixa, ele falava  a seu comandante: "Zero Killed , Commander".
Com o tempo, a expressão evoluiu para "0 Killed",  e depois para uma abreviação, "0 K" que era pronunciado "ôu kei", e que se transformou no hoje universalmente utilizado "OK", para se dizer que tudo está ou ocorreu bem, conforme o previsto.
Lembro-me agora que, em janeiro de 2009, o "OK" foi utilizado na acepção da origem do termo. O piloto de um Airbus da U.S. Airways teve suas duas turbinas invadidas por pássaros, numa coincidência rara, probabilidade bem baixa de ocorrência, ao sair do Aeropoto de La Guardia, em New York. As duas turbinas explodiram, e o avião ficou à mercê da habilidade do piloto. Ele consegui fazer uma curva, alinhou a aeronave com o Rio Hudson, as asas paralelas à linha d'água, e pousou, quase sem impacto, salvando 100% dos passageiros e da tripulação, ele mesmo incluído. Uma perícia rara!
Zero Killed, Commander !




Tivesse ele ficado menos do que paralelo à linha d'água, e uma ponta da asa resvalasse na superfície, o avião poderia até mesmo capotar, e a contagem de casualties (vítimas) seria bem mais expressiva. Outra conseqüência danosa, que a habilidade dele evitou, foi o afundamento da aeronave nas águas geladas do rio. O pouso foi tão suave que a fuselagem manteve sua integridade, e serviu como um casco de navio: os ocupantes puderam descer tranqüilamente, e esperaram sobre as asas o resgate que, aliás, estava bem perto, nas docas do porto. Parece que até mesmo isto, o genial piloto, Captain Chesley 'Sully' Sullenberger,  previu.
Era uma boa notícia em meio a tantas outras nada assim. A expressão que estava sendo usada lá no Oriente Médio na mesma época era bem diferente, "TK", ou seja "Thousand Killed", numa desproporcional demonstração de poder de um lado sobre o outro! Israel bombardeava a Palestina, provocando mais de 1.000 mortos.

Foi uma notícia destes dias de fim de 2012 que me fez lembrar dessas histórias acima. Hoje, quase quatro anos depois, corre-se novamente o risco de testemunharmos muita mortandade por aquelas bandas. Desta vez, atingiram os arredores de Tel Aviv e houve mortes civis em Kiryat Malachi.  Isso é imperdoável para os israelenses. Fazia 20 anos que isso não acontecia. Até entendo que eles queiram se proteger, mas espero sinceramente que possam fazê-lo sem o custo de muitas vítimas inocentes....

Abraço

Homerix Torcendo Pela Paz Ventura

9 comentários:

  1. Caro Homerix,
    a solucao e simples e so o Hamas nao soltar missil contra alvos civis.
    Israel nao ataca apenas se defende.OK
    Abs,
    Igrejas

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  2. Independente de que lado se torça, a desproporção de forças é tamanha, que me espanta que tanta covardia seja aceita como normal, já que perpetrada contra esses infelizes palestinos a tantos anos. Nada ok. Abs, Camargo

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  3. A minha torcida e pela paz, esse e o OK, mas porque um grupo investe tanto em "comprar" misseis (ate o momento foram mas de 900 lancados em Israel) e nao investiram em nada na melhoria da qualidade de vida da populacao palestina em Gaza? Uma lamentavel ditadura onde os lideres se aproveitam dos infelizes palestinos.
    Abs,
    Igrejas

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  4. A questão daquela região é bem complexa, mas tendo o povo judeu passado por tanta discriminação durante toda sua existência, deveriam ser mais compreensivos com os miseráveis palestinos, falo do povo, não dos radicais que os comandam. Bem poderiam pensar em ataques direcionados, "cirúrgicos" as lideranças, mas infelizmente vemos muitas mulheres e crianças sofrendo e sem ter nada a ver com isso.
    Marcelo Guerra

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  5. É preciso lembrar que o último embate começou após a execução da "política de assassinatos seletivos" onde Israel bombardeou um prédio para matar o chefe militar do Hamas. Junto morreram outras 4 pessoas, entre elas uma criança de 5 anos. Essa ação foi motivada pela retaliação, de uma retaliação, de uma retaliação,...

    Este tipo de ação, que em quase todo lugar do mundo é considerada terrorismo, só aumenta o ódio e o desejo de vingança, daí surgem ataques insanos de mísseis que atingem ou aterrorizam inocentes e se tornam argumentos para justificar o aumento no uso da força militar.

    A consequência é o isolamento e o enfraquecimento, nos dois lados, das pessoas que buscam a paz. E a perpetuação no poder de pessoas que insuflam o ódio na população. Assim se passam décadas e nada muda.

    A insanidade é muito grande entre dois povos que possuem a mesma origem.

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  6. Existem alguns livros que nos ajudam a entender melhor o conflito que existe entre palestinos e Israel. Eu prefiro os de autores judeus, como esse http://www.amazon.com/Ethnic-Cleansing-Palestine-Ilan-Pappe/dp/1851685553

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  7. Também tem a interpretação (errada) de que OK seria o contrário de KO (knocked out).
    Tem uma outra sigla/expressão que era muito usada na NASA na época da corrida espacial: A-OK. Acho (mas não tenho certeza) que significa TOTALMENTE OK, tudo funcionando em perfeitas condições ("all systems are go!"). Alguém confirma ou desmente?
    Quanto ao conflito Palestina/Israel, acredito que seja mais fruto da insanidade e estupidez tripartite. Dos palestinos que lutam para reaver seu país já que foram "despejados" de seu território desde a criação de Israel; dos israelenses que lutam pelo direito a ser uma nação com território; dos diversos mediadores (ONU, UK, USA, etc.) que intervêm na região segundo seus interesses geoplíticos.
    Cabe ressaltar que até o advento das cruzadas na idade média, todos viviam em paz e harmonia na região em torno de Jerusalém. A região era governada pelos muçulmanos mas judeus e cristãos também viviam lá em paz.
    Com a chegada dos cruzados criou-se o primeiro conflito entre o ocidente cristão e os orientais muçulmanos, que perdura enraizado na cultura desses povos.
    Depois, ao final da 2a guerra mundial, com a revelação do holocausto judeu promovido pelos nazistas, ficou evidenciado que o povo judeu formava uma nação sem território e julgou-se necessário (no âmbito da ONU)criar um Estado judeu.
    Como à época o Império Britânico tinha ou controlava terras no mundo todo recorreram aos ingleses para ceder parte de seu território para a criação do Estado de Israel.
    Foi oferecido primeiramente uma área na África (acho que Uganda) que foi recusada. Os judeus alegaram que por razões históricas desejavam um território no Oriente Médio, em torno de Jerusalém, cidade sagrada (Obs: Jerusalém é cidade sagrada das 3 grandes religiões monoteístas: cristãos, muçulmanos e judeus).
    Como a Palestina (assim como boa parte do oriente médio)era um protetorado britânico, seu território foi cedido e os Palestinos se viram "despejados".
    O problema a meu ver foi a atitude imperialista dos britânicos de desconsiderar a vontade dos povos dos territórios do seu império, tratados como cidadãos de 2a classe.
    Podemos ver reflexos disso em muito outros lugares, especialmente na África, onde os atuais países foram criados segundo os interesses geopolíticos dos invasores/colonizadores desconsiderando as rivalidades seculares entre as diversas tribos, clãs e etnias locais.
    Os conflitos na África são tão ou mais cruéis que os do oriente médio. Matam milhões de pessoas em guerras intermináveis mas não dão tanto "ibope" porque o conflito do oriente médio envolve petróleo dos muçulmanos e muito dinheiro dos banqueiros e empresários judeus, americanos principalmente.

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  8. Homero, um pouco tardiamente, reconheço, mas muito feliz, como de costume, a sua associação entre o "OK" do passado e o "TK" attual, com mais um absurdo confronto na região da Faixa de Gaza...Lamentável tudo isso - tomara que encontrem uma solução definitiva para esse conflito milenar...Sds, AC

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